Weintraub diz que Doria parece falso porque usa muito botox

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, afirmou neste 1º de Maio que o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), parece falso porque usa muito botox.

No Twitter, o ministro da “Baixaria” perguntou se o tucano tentou desestabilizar a nação [ao questionar a ação do presidente Jair Bolsonaro] durante a pandemia do coronavírus.

Weintraub ironiza os barões da velha mídia indagando se a saída de Paulo Guedes, do ministério da Economia, pioria a crise, o desemprego, a fome e a quarentena.

O ministro da Educação se refere à ligação telefônica do governador de São Paulo para Guedes.

“Paulo, estou te ligando não como governador, mas como amigo. Quem sustentava governo era o Sergio Moro e você. Agora, sobrou você. Você é muito admirado. Em nome da sua biografia, quero te dar um conselho: desembarque do governo agora”, afirmou Doria.

O ministro da Economia teria respondido nos seguintes termos:

“João, eu agradeço sua ligação, mas não sou eu que sustento o governo Bolsonaro. Quem sustenta o governo é o povo que elegeu o presidente. Ele tem um terço de apoio. E outro um terço que fica no meio do caminho depois vai apoiá-lo. João, o país vive um momento democrático que é barulhento, mas virtuoso”, de acordo com o site Poder360, do jornalista Fernando Rodrigues.

Evidentemente, caro Weintraub, não por seus motivos ou de Doria, a queda de Paulo Guedes seria importante para a sociedade brasileira. Nunca o país foi tão saqueado para encher as burras dos bancos e dos especuladores, mesmo na tragédia da pandemia de Covid-19.

Portanto, na opinião do Blog do Esmael, Doria, Weintraub, Bolsonaro, e os jornalões da velha mídia, são tudo farinha do mesmo saco. Usando ou não usando botox, são todos falsos que fingem defender o povo. Eles só querem combater o trabalhador, ao invés de lutar contra o vírus.

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Bolsonaro se encontrará quando com famílias de mortos e infectados pelo coronavírus?

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tenta a todo custo se desvencilhar da responsabilidade das mais de 6 mil mortes por coronavírus e 87 mil casos de infecção confirmados.

Há especialistas afirmando que o Brasil está subnotificando a Covid-19 e os casos e mortes seriam até 10 vezes maiores.

É nesse contexto da “necropolítica” –a política da morte do governo federal brasileiro– que surge a pergunta desconcertante: Quando Bolsonaro se encontrará com famílias de mortos e infectados pelo coronavírus?

O governador de São Paulo, João Doria, possível candidato do PSDB à Presidência da República, em 2022, acusou nesta quarta (29) Bolsonaro de viver numa bolha e cobrou que o presidente visitasse hospitais que estão tratando pacientes de coronavírus.

No entanto, Bolsonaro continua apático e minimizando a letalidade do vírus. Nas redes sociais, seus seguidores espalham fake news dizendo que os caixões sepultados em covas coletivas estariam vazios e que as imagens seriam obras de comunistas para derrubar o “Messias”.

O desprezo de Bolsonaro pela realidade não sensibilizou seu aliado Donald Trump, presidente dos EUA, que também sofre desgastes com mortes, crise econômica e casos de coronavírus.

“No Brasil, [o número de mortes] está muito alto, se você olha o que está acontecendo, para os gráficos. É muito, muito alto. Quase vertical”, observou o presidente americano, que esta semana cogitou proibir voos para o Brasil.

“Eles [o Brasil] estão passando por um momento difícil, eles estão chegando [no modelo de imunidade de] rebanho. A Suécia chegou no rebanho”, disse Trump.

“O povo da Suécia é muito inteligente, eles estão ficando em casa, eles não estão saindo. Algumas pessoas, sim, eu acho, mas eles perderam muitas pessoas”, comparou o presidente dos Estados Unidos.

Donald Trump dirige uma nação cujo número de mortos pelo coronavírus em oito semanas ultrapassa o total de baixas militares americanas em oito anos de grande combate no Vietnã.

A exemplo de seu fã Bolsonaro, o presidente americano também é acusado pela mídia de ser pouco empático e frio em relação ao sofrimento das famílias. Mas há uma explicação crível para isso: eles são atendidos pelo mesmo marqueteiro, Steve Bannon.

Dito isso, podemos responder à pergunta grafa no título deste post com um provavelmente Bolsonaro “não” irá se reunir com as famílias de mortos e infectados pelo coronavírus.