Veja como seria uma ‘versão sincera’ da propaganda do Enem

O ministro da falta de Educação, Abraham Weintraub, insiste em manter o calendário do Enem apesar da pandemia de Coronavírus.

As provas físicas estão previstas, inicialmente, para 1º e 8 de novembro. A fase digital, para 22 e 29 de novembro.

Weintraub e o governo Bolsonaro ignoram que boa parte dos estudantes não têm como seguir se preparando para os exames durante o isolamento social.

Por isso, as entidades estudantes e um bom número de parlamentares são contra a manutenção do calendário.

A deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) compartilhou o que seria uma versão sincera da propaganda do Enem e escreve:

“A versão sincera da propaganda do governo que ignora a dificuldade de grande parte da população de manter os estudos no meio de uma pandemia, sem aula, sem internet, sem computador….  O brazil precisa conhecer o brasil!#ADIAENEM”

Abaixo a propaganda original do governo:

Essa é a diferença da inclusão para a “meritocracia”.

Enem: Apesar da pandemia, Weintraub confirma calendário do exame

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, voltou a afirmar na terça-feira (5) a realização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem-2020). As provas físicas estão previstas, inicialmente, para 1º e 8 de novembro. A fase digital, para 22 e 29 de novembro, conforme divulgado pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), órgão responsável pela elaboração do Enem.

Ao confirmar o calendário do Enem, Weintraub foi ao Twitter convocar os estudantes para as provas. “Não desistam, estudam”, escreveu na rede social.

Weintraub argumenta que adiar o exame para março ou abril de 2021, por exemplo, significar “perder um ano”. “Eles querem é acabar com as expectativas de cinco milhões de brasileiros”, disse.

Defensores do adiamento do Enem, em decorrência da pandemia do novo coronavírus, argumentam que há disparidade educacional no Brasil, com diversos alunos sem acesso à internet, o que dificulta um ensino igualitário, entre outros pontos.

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“E quem não tinha (internet) em 2015, 16? Demos recurso para as escolas terem internet”, respondeu o ministro, provocando políticos de esquerda e entidades da área educacional que defendem a proposta de adiamento do Enem-2020.

A posição de Weintraub, um militante de extrema-direita, segue a mesma linha discursiva do presidente Jair Bolsonaro, que é contra o distanciamento social e de minimização dos efeitos da pandemia do coronavírus no país.