Véio da Havan, Roberto Jefferson, Alan dos Santos e Douglas Garcia são alvos da PF nesta quarta

A Polícia Federal está nas ruas na manhã desta quarta-feira (27) cumprindo diversos mandados de busca e apreensão a mando do Supremo Tribunal Federal (STF) na apuração de ofensa, ameaças e notícias falsas contra a Corte.

O deputado Douglas Garcia (PSL-SP) e o blogueiro Allan dos Santos, ambos bolsonaristas de primeira hora, estão entre os alvos da operação. Também são alvos de mandatos o ex-deputado Roberto Jefferson e o empresário Luciano Hang, o ‘Véio da Havan’.

A PF cumpre 29 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso, Paraná e Santa Catarina.

Segundo informações preliminares, a operação visa desmontar a rede que financia o ‘gabinete do ódio’ e o exército de ‘robôs bolsonaristas’.

As investigações tramitam em sigilo e apuram informações levantadas pela equipe designada pelo relator do caso no STF, ministro Alexandre de Moraes, sobre suspeitos de fomentar ataques virtuais e ameaças físicas aos ministros do STF.

O inquérito criminal para apurar “notícias fraudulentas”, ofensas e ameaças que “atingem a honorabilidade e a segurança do Supremo Tribunal Federal, de seus membros e familiares” foi aberto em março pelo presidente da Corte, ministro Dias Toffoli.

A operação coincide com novas ameaças dos bolsonaristas contra o Supremo Tribunal Federal na defesa do ministro da falta de Educação, Abraham Weintraub.

Com informações do G1.

Robôs amanhecem na defesa de Abraham Weintraub ameaçando o STF

Os robôs bolsonaristas passaram a noite tuitando e a hashstag #STFNaoMexaComAbraham amanheceu em segundo lugar do Twitter nacional, atrás somente de uma tag contra a homofobia.

O motivo é que o ministro da falta de Educação de Bolsonaro, Abraham Weintraub, terá cinco dias para prestar explicações à Polícia Federal sobre suas declarações injuriando o Supremo Tribunal Federal. Na reunião ministerial de 22 de abril, aquela que teve o vídeo divulgado, Weintraub chamou os ministros do STF de vagabundo e disse que, por ele, colocaria todos na cadeia.

Mas esta quarta-feira não deve ser fácil para os bolsonaristas que fazem ameaças anônimas e distribuem ‘fake news’. A Polícia Federal está na rua nesta manhã, em operações contra as notícias faltas. Não há muitos detalhes ainda, mas sabe-se que buscas e apreensões estão sendo realizadas em São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Paraná, Mato Grosso e Santa Catarina.

Mas, voltando às ameaças de hoje, vejamos algumas:

Weintraub terá 5 dias para explicar à Polícia Federal o ataque ao Supremo

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou nesta terça-feira (27) que o ministro da falta de Educação, Abraham Weintraub, seja ouvido em até cinco dias pela Polícia Federal.

Weintraub terá que explicar o fato de ter chamado os ministros do Supremo de “vagabundos” e de ter dito que por ele “colocava todos na cadeia”.

As falas foram proferidas durante a reunião ministerial de 22 de abril. Aquela que o ex-juiz Sérgio Moro alega ser prova contra o presidente Bolsonaro de interferir politicamente na Polícia Federal.

Explica aí, Weintraub!

Após ataque ao STF, Weintraub é convocado para prestar explicações ao Senado

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, terá que prestar explicações ao Senado Federal que aprovou, nesta segunda-feira (25), a sua convocação após os ataques aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) na reunião ministerial de 22 de abril.

Weintraub chamou os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) de “vagabundos”, afirmando que queria prendê-los. O ministro declarou ainda que odeia os termos “povos indígenas” e “povo cigano” e classificou Brasília como “uma porcaria”, “um cancro de corrupção, de privilégio”.

Os senadores aprovaram a convocação com base nestas três afirmações. O comparecimento do ministro da Educação é obrigatório, com base na Constituição Federal. Se não comparecer, Weintraub pode responder por crime de responsabilidade.

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Segundo o requerimento da convocação, de autoria da senadora Rose de Freitas (Podemos-ES), Weintraub “atentou contra a dignidade dos integrantes da mais alta Corte do Judiciário brasileiro, agrediu a Capital da República e desprezou os povos indígenas, cuja integridade e cultura devem ser preservadas por preceito constitucional”.

A data do depoimento ainda será definida entre o Senado e o Ministério da Educação.

Weintraub também é alvo de requerimento de convocação na Câmara dos Deputados.