Requião defende ‘lockdown’ para todo o País; assista

O ex-senador Roberto Requião (MDB-PR), presidente da Frente Ampla pela Soberania, defendeu o ‘lockdown’ [fechamento total] durante a pandemia do coronavírus para todo o País. O emedebista foi entrevistado pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Curitiba (SMC) nesta sexta-feira (29).

Requião disse que somente o fechamento de cidades, interdição de vias, proibição de deslocamentos e viagens não essenciais é conterão o avanço da doença.

O ex-senador explicou que, se um governante impõe um lockdown, na prática a circulação fica proibida, a não ser que ela se dê, por exemplo, para compra de alimentos, transportar doentes ou realizar serviços de segurança.

Na live, o presidente da Frente Ampla lamentou que os políticos tenham sido frouxos e estão sucumbindo diante da pressão de lobbies locais, principalmente de comerciantes. Ele citou o caso do prefeito de Curitiba, Rafael Greca (MDB), que teria dito que ‘não proibiu abertura do comércio, mas também não autorizou que abrisse’.

“Greca agiu como FHC: ‘fumou [maconha], mas não tragou'”, ironizou.

“Não adianta encerrar o afastamento social sob o argumento de recuperar a economia. Isso vai custar vidas de funcionários e dos patrões também”, afirmou.

Requião está em confinamento absoluto há 70 dias em sua casa no bairro Bigorrilho, na capital paranaense.

Assista ao vídeo:

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Escalada: Brasil já é o quinto país em número de mortos por coronavírus

O Brasil escalou a 5ª posição no mundo em número de óbitos por Covid-19, ultrapassando a Espanha. O país teve 1.124 mortes nas últimas horas -, totalizando 27.878 vítimas fatais do novo coronavírus.

A escalada da pandemia no país acontece no momento em que o governo federal e um número crescente de governos estaduais adotam medidas de relaxamento da quarentena, o que facilita a expansão do contágio.

O País também registrou 26.928 novos diagnósticos nas últimas 24 horas – recorde diário desde o início da pandemia – e agora soma 465.166 casos confirmados de coronavírus.

O Brasil agora fica atrás apenas de outros quatro no total de mortos: França (28.717), Itália (33.229), Reino Unido (38.243) e Estados Unidos (102.323), de acordo com dados da Universidade Johns Hopkins.

O mundo bateu ontem o recorde de 117,2 mil novos diagnósticos em um dia, sendo que o Brasil foi o responsável pelo registro da maior quantidade de novos casos (26.417), seguido pelos Estados Unidos (23.051).