Partidos de oposição avaliam que vídeo destruiu a legitimidade do governo Bolsonaro

PT, PCdoB, PSOL, PSB, PDT e Rede afirmam que o vídeo da reunião ministerial de 22 de abril divulgado hoje desfaz qualquer legitimidade do atual governo no comando dos destinos da Nação.

Segundo a oposição, a peça escancara o desprezo à vida, às leis, às conquistas civilizatórias do povo brasileiro e, ademais, indica a tentativa de formação de milícias em defesa de um projeto antinacional e antidemocrático.

Os partidos emitiram uma nota sobre o vídeo. Leia a seguir:

Nota dos partidos de Oposição

As Bancadas dos partidos de oposição na Câmara dos Deputados – PT, PCdoB, PSOL, PSB, PDT e Rede – manifestam seu veemente repúdio ao conteúdo de vídeo de reunião ministerial do governo Bolsonaro, bem como à nota divulgada pelo general Augusto Heleno, com um ataque inaceitável ao Supremo Tribunal Federal.

A reunião ministerial revela a total desconexão do governo com o combate à pandemia, que em nenhum momento é fator de preocupação para o Presidente e seus Ministros. Além disso, fica claro o baixo nível dos integrantes do atual governo. Como bárbaros, jogam a República no caos, desrespeitam as leis, as instituições e ignoram a Constituição. O vídeo desfaz qualquer legitimidade do atual governo no comando dos destinos da Nação, pois escancara o desprezo à vida, às leis, às conquistas civilizatórias do povo brasileiro e, ademais, indica a tentativa de formação de milícias em defesa de um projeto antinacional e antidemocrático.

O general Heleno, viúva dos anos de chumbo, bem como o presidente da República, não percebem que nenhuma autoridade está acima da Constituição e das leis. A democracia não comporta tutela militar. As manifestações do general, contrárias aos preceitos democráticos, não são novidade, e se colocam em sintonia com a postura do Presidente da República, que há tempos demonstra seu pouco apreço pela democracia.

A estabilidade econômica e social do País só é possível com democracia, o fortalecimento de suas instituições, a harmonia entre os Poderes e o respeito às vidas do povo brasileiro.

Nesse momento dramático da vidada nacional, com crise econômica agravada pela pandemia de coronavírus ante um governo incapaz de enfrentar os gigantescos desafios, o vídeo acelera a crise institucional, pois revela nitidamente como Bolsonaro e seus ministros desprezam a democracia, suas instituições, os valores constitucionais e o povo brasileiro.

Não aceitaremos nenhuma tentativa de quebra da ordem institucional. O Congresso Nacional tem que agir à altura de sua responsabilidade nesse momento histórico, em que o futuro do Brasil está em jogo. O processo de impeachment de Bolsonaro deve ser aberto o mais rápido possível, para a retirada de um presidente incapaz, irresponsável e danoso a todo o povo brasileiro.

Brasília, 22 de maio de 2020

As informações são do PCdoB na Câmara

Thomas Conti lista crimes de Bolsonaro e ministros na reunião

O professor do Insper e IDP, doutor em economia, Thomas Conti, fez uma breve lista dos prováveis crimes cometidos pelo presidente Bolsonaro e seus ministros na reunião ministerial de 22 de abril.

Segundo Conti,“em um país sério o conteúdo dessa reunião não derrubaria o presidente Bolsonaro. Derrubaria o governo inteiro. Assumiria o 3° da linha de sucessão, o presidente da câmara Rodrigo Maia.”

Os crimes listados por Conti são:

  • Weintraub clama prisão de ministros do STF;
  • Damares revela racismo e pede prisão de prefeitos;
  • Salles diz que pandemia é chance de atropelar normas ambientais;
  • Bolsonaro assume interferir na PF;
  • Todos prevaricaram;
  • Bolsonaro quer armar povo contra prefeitos e governadores.

Confira:

A bola está com o STF, ou a ameaça do general Heleno os acovardará novamente?

General Heleno surta com pedido de apreensão do telefone de Bolsonaro

O Chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, general Augusto Heleno Ribeiro Pereira, surtou com o pedido de apreensão do telefone do presidente Bolsonaro.

Heleno emitiu uma nota oficial. Leia a seguir:

Presidência da República Gabinete de Segurança Institucional
Nota à Nação Brasileira
Brasília, DF, 22 de maio de 2020.

O pedido de apreensão do celular do Presidente da República é inconcebível e, até certo ponto, inacreditável.

Caso se efetivasse, seria uma afronta à autoridade máxima do Poder Executivo e uma interferência inadmissível de outro Poder, na privacidade do Presidente da República e na segurança institucional do País.

O Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República alerta as autoridades constituídas que tal atitude é uma evidente tentativa de comprometer a harmonia entre os poderes e poderá ter consequências imprevisíveis para a estabilidade nacional.

Augusto Heleno Ribeiro Pereira
Ministro de Estado Chefe do Gabinete de Segurança Institucional da
Presidência da República

 

URGENTE: Ministro Celso de Mello pede a apreensão dos telefones de Bolsonaro e Carluxo

O ministro Celso de Mello, decano do Supremo Tribunal Federal, pediu para que o presidente preste depoimento e também pediu a apreensão dos telefones do presidente e de seu filho Carlos Bolsonaro.

Em despachos à PGR, o ministro afirmou que é dever jurídico do Estado promover a apuração da “autoria e da materialidade dos fatos delituosos narrados por ‘qualquer pessoa do povo’”.

“A indisponibilidade da pretensão investigatória do Estado impede, pois, que os órgãos públicos competentes ignorem aquilo que se aponta na “notitia criminis”, motivo pelo qual se torna imprescindível a apuração dos fatos delatados, quaisquer que possam ser as pessoas alegadamente envolvidas, ainda que se trate de alguém investido de autoridade na hierarquia da República, independentemente do Poder a que tal agente se ache vinculado”, escreveu o ministro.

Os despachos de Celso de Mello são no processo aberto para averiguar as denúncias do ex-ministro Sérgio Moro contra Bolsonaro de ingerência na Polícia Federal.

Celso de Mello é relator do inquérito proposto pelo procurador-geral da República, Augusto Aras, que investiga os fatos narrados por Moro. Agora cabe manifestação da PGR e os eventuais despachos para prosseguimento das investigações.

Imagine-se o tipo de barbaridade que pode ser encontrada no telefone do Carluxo, por exemplo.

Crendiospai.

Com informações do G1.

Celso de Mello: ‘Autores de ameaça a juízes são bolsonaristas fascistóides’

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello, afirmou nesta quinta-feira (21) que pessoas que têm enviado mensagens anônimas e com ameaças de morte juízes de tribunais de Brasília são “bolsonaristas fascistóides, além de covardes e ignorantes”.

O decano do STF não recebeu textos ameaçadores. Mas, questionado pela coluna sobre o teor das mensagens enviadas a outros juízes, afirmou ainda que seus autores “revelam, com tais ameaças, a sua face criminosa, própria de quem abomina a liberdade e ultraja os signos da democracia”, segundo informou a jornalista Mônica Bergamo na Folha de Sâo Paulo.

As mensagens enviadas a juízes, reveladas pelo jornal Correio Brasiliense, falam em “matar em legítima defesa”, pois será “decretado” um Estado de Sítio no Brasil sob o “comando do general Braga Netto”, ministro da Casa Civil do presidente Jair Bolsonaro.

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Braga Netto pediu investigação sobre os textos enviados aos magistrados.

Celso de Mello é o relator do inquérito que investiga as declarações do ex-ministro Sergio Moro, da Justiça, sobre suposta tentativa de Jair Bolsonaro de interferir na Polícia Federal e nessa sexta (22), ele deve divulgar se levanta ou não o sigilo do vídeo da reunião ministerial entre ambos.

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