Notícias ao vivo do Coronavírus: Trump ameaça encerrar permanentemente o financiamento da OMS

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deu à Organização Mundial de Saúde (OMS) 30 dias para “se comprometer com melhorias substanciais”. O mandatário americano também disse que estava tomando a hidroxicloroquina, uma droga não comprovada contra o coronavírus, como medida preventiva à doença.

Nos EUA, o coronavírus já matou 91.985 pessoas até a manhã desta terça-feira, dia 19. O país do Tio Sam tem 1.550.539 de casos confirmados.

“Por acaso estou tomando”, diz Trump sobre a hidroxicloroquina
O presidente Trump revelou que tomava hidroxicloroquina, um medicamento antimalárico cuja eficácia contra o coronavírus não está comprovada.

“Coisas boas saíram sobre o hidroxi – muitas coisas boas saíram, e você ficaria surpreso com quantas pessoas estão tomando, especialmente os trabalhadores da linha de frente. Antes de você pegar – os funcionários da linha de frente, muitos, muitos estão pegando. Por acaso eu estou pegando. Por acaso estou tomando”, revelou o presidente.

Repórter: “Hidroxicloroquina?”

Trump: “Estou tomando, hidroxicloroquina.”

Repórter: “Quando?”

Trump: “Agora, sim, algumas semanas atrás eu comecei a tomá-lo.”

Repórter: “Por que senhor?”

Trump: “Porque acho que é bom, já ouvi muitas histórias boas. E se não for bom, eu lhe direi. Eu não vou me machucar por isso. Já existe há 40 anos, na malária, no lúpus, em outras coisas. Eu aceitaria. Trabalhadores da linha de frente tomam, muitos médicos tomam – com licença. Muitos médicos aceitam”, disse o presidente dos EUA, que tem 73 anos.

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Trump diz que está tomando hidroxicloroquina

O Brasil já é o 3º país com mais casos de Coronavírus no mundo

O Brasil ultrapassou o Reino Unido e tornou-se o terceiro país com mais casos da COVID-19 nesta segunda-feira (18). São 254.220 casos confirmados da doença no Brasil.

Os dados mais recentes do Ministério da Saúde apontam que 16.792 pessoas morreram por conta da pandemia, 674 nas últimas 24 horas. Outros 100.459 conseguiram se recuperar..

De acordo com informações da Universidade John Hopkins, o Brasil é o sexto país em que a pandemia foi mais fatal em todo o mundo. Estados Unidos (90.194), Reino Unido (34.876), Itália (32.007), França (28.242) e Espanha (27.709) registraram mais óbitos.

Em todo o mundo, a pandemia já infectou mais de 4,7 milhões de pessoas e causou 317.566 mortes.

Com informações do Sputnik.

Brasil tem 16.792 óbitos e 254.220 casos confirmados de Coronavírus em 18/05
Balanço divulgado pelo ministério da Saúde no início da noite desta segunda-feira (18) aponta que a pandemia de Coronavírus continua avançando no Brasil.

Os principais números divulgados foram:

  • 16.792 óbitos (6,6% do total de casos);
  • 2.277 óbitos em investigação;
  • 254.220 diagnosticados com COVID-19;
  • 136.969 em acompanhamento (53,9%);
  • 100.459 recuperados (39,5%).

A seguir a tabela da situação da pandemia por estados:

Chefe da OMS contesta Bolsonaro: maioria da população não tem anticorpos contra covid-19

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tem repetido como se fosse um mantra que 70% da população brasileira irá, necessariamente, ser infectada pelo coronavírus, porém nem todos sucumbirão à doença porque têm anticorpos. Mas, na prática, a história é outra…

Tedros Adhanom, diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), afirmou hoje (18) que estudos recentes mostram que, mesmo nas regiões mais afetadas pelo novo coronavírus, a proporção da população com anticorpos não supera os 20%. E na maior parte dos lugares está em menos de 10%. “Em outras palavras, a maioria da população do mundo segue em uma situação de suscetibilidade em relação ao vírus. O risco segue elevado e ainda nos resta um longo caminho a percorrer”.

As declarações de Adhanom foram feitas durante a abertura da 73ª Assembleia Mundial da Saúde (World Health Assembly – WHA, sigla em inglês), evento anual que acontece sempre em maio, em Genebra, na Suíça.

“Como se pratica o distanciamento social quando se vive em lares superlotados? Como alguém fica em casa quando tem que trabalhar para dar de comer a sua família? Como fazer a higiene das mãos quando não se tem água limpa?”, questiona Adhanom. Para ele, alguns países estão tendo sucesso ao evitar a transmissão comunitária disseminada, enquanto outros ainda estão atravessando sua pior fase e, ainda, há os que estejam avaliando como flexibilizar as restrições para retomar atividades sociais e econômicas.

Segundo Adhanom, a OMS compreende plenamente e respeita o desejo dos países de retomar as atividades, mas alerta que “é precisamente porque queremos a recuperação mundial mais rápida possível, que instamos os países que sejam cautelosos. Países que avançam com muita rapidez, sem ter estabelecido uma base sólida de saúde pública adequada para detectar e suprir a transmissão, correm um sério risco de afetar a sua própria recuperação”.

Adhanom recorda que, há seis meses, era inimaginável pensar que as grandes cidades estariam paradas e que simplesmente dar a mão para alguém fosse uma ameaça à vida. No entanto, em menos de seis meses a pandemia deu a volta ao mundo, afetando países grandes e pequenos, ricos e pobres.

“Bilhões de pessoas perderam o emprego. Há muito temor e incertezas. A economia mundial está sofrendo a pior contração desde a Grande Depressão. A pandemia expõe quais são os defeitos, as desigualdades, as injustiças e as contradições do nosso mundo moderno, destacando nossos pontos fortes e nossos pontos fracos. Apesar do poderio econômico, militar e tecnológico de muitas nações, este minúsculo vírus está nos dando uma lição de humildade. O mundo não vai ser o mesmo. Todos sabemos que temos que fazer todo o possível para evitar que essa experiência se repita. Nosso maior fracasso seria não aprender com as lições que essa pandemia nos deixou”, afirmou o diretor-geral da OMS.

Em relação aos desafios impostos aos países pela disseminação da covid-19, Adhanom afirma que a OMS, desde o primeiro momento, alertou o mundo sobre a gravidade da doença.

“Demos o alerta, voltamos a dar em repetidas situações, notificamos os países, emitimos orientações para os profissionais de saúde e, em dez dias, declaramos uma emergência sanitária, que é o nosso nível máximo de alerta, em 30 de janeiro. Naquele momento havia menos de 100 casos e nenhuma morte na China. Oferecemos diretrizes técnicas, assessoramento estratégico, sustentando a todo o momento a nossa experiência com fundamentos científicos. Apoiamos os países para que pudessem se adaptar e aplicar essas diretrizes. Enviamos material para diagnósticos, EPI’s (equipamentos de proteção individual), oxigênio e material médico a mais de 120 países. Formamos 12,6 milhões de profissionais sanitários em 23 idiomas, pedimos acesso equitativo às vacinas, às provas de diagnóstico ou aos tratamentos terapêuticos. Lutamos contra as fake news e divulgamos informação confiável”, disse Adhanom.

O diretor-geral da OMS afirma que a pandemia demonstrou que se a humanidade quer que haja desenvolvimento, é necessário investir em saúde. E que a saúde não é nenhum luxo, nem recompensa, nem custo. É uma necessidade, um investimento. “É o caminho para a segurança, a prosperidade e a paz”.

Além do pronunciamento de Adhanom, durante a reunião, que este ano aconteceu virtualmente, foram escolhidos presidente e cinco vice-presidentes para a próxima gestão. Como presidente foi eleita Keva Bain, representante permanente das Bahamas nas Nações Unidas. A 72ª gestão, encerrada hoje, foi exercida pela China. Devido à pandemia, a reunião deste ano, que acontece entre hoje e amanhã (19), teve a agenda reduzida e concentrada na abordagem ao novo coronavírus.

Embora a OMS possa fazer recomendações e sugerir cursos de ação, cabe a cada governo determinar sua resposta e agir de acordo com ela. O secretariado da OMS não tem o poder de executar nenhuma ação nos estados-membros.

A Assembleia Mundial da Saúde é o órgão de decisão da OMS. Delegações de todos os 194 Estados-Membros da OMS participam da reunião. As principais funções do órgão são determinar as políticas da organização, nomear o diretor-geral, supervisionar as políticas financeiras e revisar e aprovar o orçamento do programa proposto.

O mundo registrou 4.854.535 de casos de coronavírus e 318.295 mortes.

Até o início da tarde deste segunda-feira, o Brasil somou 16.370 mortes provocadas pela Covid-19 e 245.595 casos confirmados da doença –segundo o Ministério da Saúde.

Com informações do New York Times