No “aquecimento”, Mourão pede para governo comprar esteira de R$ 44 mil com TV, internet e ‘curso interativo’

Dizem que o vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) já está em aquecimento, em caso de impeachment de Jair Bolsonaro (sem partido), para assumir a Presidência da República.

Talvez em virtude dessa atividade o vice tenha solicitado para que o governo lhe compre uma esteira de R$ 44 mil com TV, internet e ‘curso interativo’. A informação é do Estadão.

A justificativa para a procura é que o Palácio do Jaburu, residência oficial do vice-presidente, não tem aparelho ‘minimamente adequado’ para o aquecimento necessário e prática de atividade física.

A licitação foi aberta hoje (25) para adquirir uma esteira ergométrica de última geração. O modelo procurado vem com programas pré-configurados de exercício físico, tela touch screen de alta definição, internet, TV e “cursos interativos”. O valor total é estimado em R$ 44.034,52, já considerando a instalação.

Na verdade, está certo o general Mourão. Tem que se exercitar em casa nesses tempos de bolsominions e coronavírus vagando por aí.

Essa notícia do Estadão tem cheiro de “fogo amigo”, coisa vazada pelo próprio Palácio do Planalto.

O Estadão, assim como a Folha e Globo, se escandalizam com a esteira de R$ 44 mil do vice-presidente, mas não dizem um “a” sobre o pornográfico patrimônio dos bancos –ampliado durante a pandemia com a ajuda do governo.

Apenas cinco bancos, caro leitor, têm fortuna estimada de R$ 7,4 trilhões e supera PIB do Brasil.

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Rede Globo desiste de cobrir saída do Palácio da Alvorada

O vice-Presidente de Relações Institucionais da Rede Globo, Paulo Tonet Camargo, enviou uma carta ao ministro Augusto Heleno, ao ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, alertando-o da falta de segurança para os jornalistas da emissora que cobrem a saída do Palácio da Alvorada –a residência o oficial do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido).

Em virtude de hostilizações, a Globo anunciou que seus profissionais não mais farão plantão no local. Apoiadores do presidente têm ameaçado cotidianamente profissionais de toda a imprensa.

“Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro que são levados a ficar lado a lado com os jornalistas, apenas com uma grade entre os dois grupos, têm insultado de forma cada vez mais agressiva os profissionais de imprensa, de todos os veículos, que estão ali trabalhando”, diz o Grupo Globo.

Mais cedo, o Blog do Esmael registrou que bolsonaristas xingaram jornalistas e acusaram a emissora dos Marinho de “comunista” –uma blasfêmia, portanto.

“Como a animosidade dos militantes tem sido crescente, e sem que haja providências por parte das autoridades para proteger os jornalistas, o vice-presidente de Relações Institucionais do Grupo Globo comunicou a decisão, por carta, ao ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno”, explicou a empresa de comunicação.

Segundo a Rede Globo, jornalistas encontrarão maneiras seguras de apurar e relatar o que se passa ali, sem prejuízo do público.

A seguir, a íntegra da carta encaminhada pelo Grupo Globo ao ministro Augusto Heleno:

Ao cumprimentar V.Exa., trazemos ao conhecimento desse Gabinete uma questão que envolve a segurança da cobertura jornalística no Palácio da Alvorada. É público que o Senhor Presidente da República na saída, e muitas vezes no retorno ao Palácio, desce do carro e dá entrevistas bem como cumprimenta simpatizantes. Este fato fez vários meios de comunicação deslocarem para lá equipes de reportagem no intuito de fazer a cobertura.

Entretanto são muitos os insultos e os apupos que os nossos profissionais vêm sofrendo dia a dia por parte dos militantes que ali se encontram, sem qualquer segurança para o trabalho jornalístico.

Estas agressões vêm crescendo.

Assim informamos por meio desta que a partir de hoje nossos repórteres, que têm como incumbência cobrir o Palácio da Alvorada, não mais comparecerão àquele local na parte externa destinada à imprensa.

Com a responsabilidade que temos com nossos colaboradores, e não havendo segurança para o trabalho, tivemos que tomar essa decisão.

Respeitosamente,

Paulo Tonet Camargo

Vice-Presidente de Relações Institucionais