Mandetta, coitado, já caiu no esquecimento

A Paraná Pesquisas divulgou nesta quarta-feira (6) que 49,1% dos brasileiros consideram que o novo ministro da Saúde, Nelson Teich, está indo bem na pasta.

O instituo afirma que 33% acham que Teich não vai bem e 17,9% não soube ou não quis opinar sobre o tema.

Na mesma sondagem, 61% dos entrevistados disseram que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) “errou” ao demitir Luiz Henrique Mandetta da Saúde, 34% acreditam que acertou e 5% não opinou.

Mandetta, coitado, já caiu no esquecimento porque a maioria aprova seu sucessor.

Por outro lado, o ex-ministro Sérgio Moro teme o “Efeito Mandetta” –o ostracismo.

Aliás, Moro também teme o “Efeito Quinzão”.

O ex-presidente do STF, Joaquim Barbosa, depois do mensalão, foi morar nos Estados Unidos e voltou achando que se sentaria na janelinha. Deu errado. Nem conseguiu sair candidato a presidente da República, em 2018.

A Paraná Pesquisas ouviu 2020 eleitores brasileiros, em 26 estados e o Distrito Federal, entre os dias 30 de abril e 4 de maio de 2020. A margem de erro é de 2% para mais ou para menos.

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Mídia corporativa desafina, mas continua com Bolsonaro

A velha mídia corporativa começou a desafinar depois de vários “calabocas” ordenados pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), um homem despreparado para o cargo, mas muito útil para banqueiros, especuladores e a burguesia tocarem seu projeto neoliberal, isto é, reduzir o Estado para a maioria da sociedade e maximizar a teta para meia dúzia de espertalhões da República.

A capa do jornal Extra, do grupo Globo, ironiza de forma fantástica ao dizer que o prato predileto de Bolsonaro é “PF do Rio”, numa referência ao depoimento do ex-ministro Sérgio Moro que delatou o presidente.

Moro disse aos delegados da Superintendência da Polícia Federal, no sábado, acerca de mensagem que recebeu do presidente Bolsonaro cujo trecho reproduzimos: “QUE a mensagem tinha, mais ou menos o seguinte teor: “Moro você tem 27 Superintendências, eu quero apenas uma, a do Rio de Janeiro”.

A revista “piauí”, na Folha, também chuta dos “países baixos” de Bolsonaro ao trazer na capa o “Coiso” beijando a caveira da morte nessa discussão sobre a pandemia do coronavírus. A publicação distribuída pela Abril pertence a João Moreira Salles, herdeiro de fortuna oriunda do sistema financeiro.

Note caríssimo leitor que a velha mídia corporativa desafina, mas, na essência, ela continua fechadíssima com Bolsonaro e o ministro Paulo Guedes. Ou seja, as pautas diabólicas na economia seguem ferrando os trabalhadores e os pobres com o objetivo de salvaguardar os privilégios da minoria mais rica do País.

Nessa “guerra ao coronavírus”, pasme, o inimigo número um tem sido os servidores públicos –com congelamento de salários– e a sociedade em geral, que está sendo conduzida como gado para os ônibus superlotados e, consequentemente, ao matadouro.

A velha mídia corporativa ainda não diz nada sobre o tal “Orçamento de Guerra” –novamente contra o povo– que visa alienar ativos imóveis e participação em estatais, no valor de R$ 2 trilhões, destinando esse numerário para os gordos banqueiros a título de pagamento de juros e amortizações de uma suspeitíssima dívida interna que carecesse moratória e auditoria já.

Não, a mídia corporativa não discute esses temas. Prefere a superficialidade da disputa entre Bolsonaro e Moro. Quer fazer dessa desavença pelo poder uma novela para entreter a sociedade, mais uma vez, enquanto essas raposas do rabo felpudo vendem o Brasil, o “pai” e “mãe” –e os entrega.

A novela Moro x Bolsonaro e a espetacularização do avanço do coronavírus não só desinforma como também aliena os brasileiros de maneira incrível.

Portanto, as capas de “Extra” e “piauí” são bonitinhas e até mereceriam prêmio de design etc., mas esses veículos carecem de “verdade” e eles são apenas a “longa manus” dos jornalões que são financiados e associados a tudo que aí está, inclusive ao bolsonarismo.