Hoje é dia de #ForaBolsonaro dos estudantes

Publicado em 8 maio, 2020

A diretoria executiva da União Nacional dos Estudantes (UNE) reunida pela internet na terça-feira (5) convocou para esta sexta-feira (8) um dia de manifestações online contra o presidente Jair Bolsonaro. Em razão da quarentena e do isolamento social o bem de todos os protestos serão feitos por meio de vídeos e interações nas redes sociais.

O presidente da UNE, Iago Montalvão, destaca que há bastante tempo Bolsonaro já passou todos os limites, despreza a vida do povo, ataca seus direitos, a educação e a democracia.

“Por isso, se você também está cansado de todo dia um absurdo diferente vindo do presidente que deveria estar cuidando da crise e não piorando, o dia 8 de Maio é dia de demonstrar nossa indignação e nosso protesto”, destacou.

O dia será repleto de atividades virtuais e todos podem participar para somar um grande movimento nas redes com a tag #ForaBolsonaro.

A executiva aprovou ainda um segundo dia de manifestações online no dia 15/5 em comemoração ao aniversário de um ano do “tsunami da educação” que em 2019 levou mais de um milhão de pessoas as ruas em defesa das universidades públicas brasileiras.

Além da política criminosa do presidente Jair Bolsonaro perante a pandemia, os estudantes também estão pressionando sobre algumas pautas educacionais. Confira:

Pelo adiamento do Enem

Mais de 100 mil estudantes já assinaram a petição das entidades estudantis que pedem o adiamento do Enem. Com a crise do novo coronavírus e milhões de famílias estão passando por necessidade, e a maioria dos estudantes não tem como manter a rotina de estudos. Não podemos deixar que uma geração inteira tenha seus sonhos e futuro afetados por medidas que ignoram a realidade da população brasileira. >Assine aqui.

Em defesa do Sus

A pandemia mostrou que fortalecer o Sistema Único de Saúde é a única garantia que pode realmente salvar vidas diante uma epidemia de um vírus que o mundo todo sabe tão pouco ainda. O SUS é um sistema elogiado e copiado no mundo todo que precisa de investimento e gestão permanente.

Por auxílio Emergencial para os estudantes

A UNE enviou uma carta ao Congresso Nacional que propõe um auxílio financeiro para estudantes que de universidades particulares, garantia de descontos nas mensalidades e até mesmo financiamento dos cursos como política pública educacional durante a pandemia. Para entidade é papel também do estado garantir a permanência desses estudantes e a garantia da formação necessária para o futuro do nosso país.

Contra a demissão dos estagiários durante a pandemia

A UNE já se pronunciou contra a MP 905 que por meio do contrato verde e amarelo ameaçava milhares de cargos de estágio no Brasil. Agora em resposta a um apelo da entidade os deputados Orlando Silva (PcdoB-SP) e Túlio Gadelha (PDT-PE) apresentaram um projeto de lei na Câmara 2423/2020 para suspensão de demissões de estagiários durante a crise do Covid-19. É imprescindível manter a renda da juventude e de suas famílias durante esse período.

Pela defesa da Ciência e das Pesquisas Brasileiras

A Ciência e a pesquisa brasileira tem mobilizado o país desde o tsunami da educação no ano passado mostrando a diferença que faz para a vida do povo. Durante a pandemia as universidades e suas pesquisas tem sido a linha de frente contra o Covid apresentando pesquisas, colaborando com o SUS, os Estados e municípios com descobertas e prestação de serviços. A UNE também lançou um site para elencar e arrecadar fundos para as iniciativas. >Saiba mais.

Pela democracia

Não é de hoje que o presidente flerta com a ditadura militar, enaltece tragédias históricas no país como o AI-5 e incita a população contra o STF e os demais poderes da república. Além disso, a saída do ministro da Justiça, Sérgio Moro da pasta devido a intromissão na Polícia Federal também escancarou o que já sabíamos: Bolsonaro é um déspota perigoso.

Confira essa postagem do presidente da UNE, Iago Montalvão:

As informações são da UNE.

Veja como seria uma ‘versão sincera’ da propaganda do Enem

O ministro da falta de Educação, Abraham Weintraub, insiste em manter o calendário do Enem apesar da pandemia de Coronavírus.

As provas físicas estão previstas, inicialmente, para 1º e 8 de novembro. A fase digital, para 22 e 29 de novembro.

Weintraub e o governo Bolsonaro ignoram que boa parte dos estudantes não têm como seguir se preparando para os exames durante o isolamento social.

Por isso, as entidades estudantes e um bom número de parlamentares são contra a manutenção do calendário.

A deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) compartilhou o que seria uma versão sincera da propaganda do Enem e escreve:

“A versão sincera da propaganda do governo que ignora a dificuldade de grande parte da população de manter os estudos no meio de uma pandemia, sem aula, sem internet, sem computador….  O brazil precisa conhecer o brasil!#ADIAENEM”

Abaixo a propaganda original do governo:

Essa é a diferença da inclusão para a “meritocracia”.

Enem: Apesar da pandemia, Weintraub confirma calendário do exame

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, voltou a afirmar na terça-feira (5) a realização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem-2020). As provas físicas estão previstas, inicialmente, para 1º e 8 de novembro. A fase digital, para 22 e 29 de novembro, conforme divulgado pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), órgão responsável pela elaboração do Enem.

Ao confirmar o calendário do Enem, Weintraub foi ao Twitter convocar os estudantes para as provas. “Não desistam, estudam”, escreveu na rede social.

Weintraub argumenta que adiar o exame para março ou abril de 2021, por exemplo, significar “perder um ano”. “Eles querem é acabar com as expectativas de cinco milhões de brasileiros”, disse.

Defensores do adiamento do Enem, em decorrência da pandemia do novo coronavírus, argumentam que há disparidade educacional no Brasil, com diversos alunos sem acesso à internet, o que dificulta um ensino igualitário, entre outros pontos.

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“E quem não tinha (internet) em 2015, 16? Demos recurso para as escolas terem internet”, respondeu o ministro, provocando políticos de esquerda e entidades da área educacional que defendem a proposta de adiamento do Enem-2020.

A posição de Weintraub, um militante de extrema-direita, segue a mesma linha discursiva do presidente Jair Bolsonaro, que é contra o distanciamento social e de minimização dos efeitos da pandemia do coronavírus no país.