Governo explicava pagamento da 2ª parcela do auxílio emergencial, enquanto Nelson Teich fazia coletiva

O governo de Jair Bolsonaro (sem partido) marcou para o mesmo horário da coletiva de Nelson Teich, que pediu demissão do Ministério da Saúde, para explicar como será o pagamento da 2ª parcela do auxílio emergencial de R$ 600. A “coincidência” esvaziou a importância da saída do segundo ministro da pasta em menos de um mês.

Em brevíssima coletiva, Teich abriu o evento com a seguinte frase: ‘A vida é feita de escolhas. E eu hoje escolhi sair’. Teich ficou 29 dias no cargo, em substituição a Luiz Henrique Mandetta.

“Eu agradeço ao presidente a oportunidade que me deu de fazer parte do Ministério da Saúde. Isso era uma coisa muito importante para mim. Seria muito ruim não poder atuar no ministério pelo SUS [Sistema Único de Saúde]. Eu nasci graças ao serviço público, minhas escolas foram públicas, minha faculdade foi pública, residências públicas”, declarou o agora ex-ministro.

Enquanto isso, no Palácio do Planalto, o ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni; o presidente da Caixa Econômica, Pedro Guimarães; e o presidente da Dataprev, Gustavo Canuto; explicam, detalhes de como será o pagamento da segunda parcela do auxílio emergencial.

Também participam do evento, o secretário-executivo do Ministério da Cidadania, Antônio José Barreto; a vice-presidente de Governo da Caixa, Tatiana Thomé; e o vice-presidente de Tecnologia e Digital da Caixa, Cláudio Salituro.

Assista ao vídeo com as explicações do auxílio emergencial:

Coletiva de Imprensa no Palácio do Planalto sobre Covid-19

#AoVivo: Ministro Onyx Lorenzoni, do Ministério da Cidadania, presidente da Caixa, Pedro Guimarães, e presidente da DATAPREV, Gustavo Canuto, falam sobre a segunda parcela do #auxílioemergencial.

Publicado por Agência Brasil em Sexta-feira, 15 de maio de 2020

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Padilha: ‘mortes por coronavírus são culpa de Bolsonaro’

O deputado federal Alexandre Padilha (PT-SP) afirmou no início da tarde desta sexta-feira (15), em entrevista à CNN Brasil, que as mortes por coronavírus são de responsabilidade do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

A fala de Padilha se deu em meio da demissão de Nelson Teich no Ministério da Saúde.

“Em meio a uma cirurgia complexa, troca-se o cirurgião duas vezes”, criticou Padilha, que já foi ministro da Saúde no governo Dilma Rousseff.

Para Padilha, a política de saúde do presidente da República é “genocida” e por isso ele deve ser responsabilidade pelas mortes por coronavírus no País.

Teich deixou o Ministério após ser pressionado para liberar o uso da cloroquina, apesar dos alertas de que o medicamento é ineficaz para o tratamento de coronavírus.

“Gostaria muito que Bolsonaro estivesse certo em relação à cloroquina. Porém, não há ainda comprovações sérias sobre sua eficácia”, disse o médico Alexandre Padilha.

O parlamentar petista disse que assim como o ex-ministro Luiz Henrique Mandetta, Teich também apresentou discordâncias com o presidente Jair Bolsonaro sobre as medidas para combate ao coronavírus e o uso da cloroquina.

Nelson Teich ficou apenas um mês no cargo.

Com saída de Nelson Teich, Osmar Terra é cogitado para o Ministério da Saúde

O ex-ministro Osmar Terra é o principal nome lembrado para ocupar o Ministério da Saúde, no lugar de Nelson Teich, que pediu demissão hoje (15) por discordâncias com o presidente Jair Bolsonaro acerca da liberação da cloroquina.

Médico, Osmar Terra é da linha negacionista como Bolsonaro.

Ex-ministro da Cidadania, cargo que deixou para abrigar Onyx Lorenzoni, Terra coleciona frases e polêmicas contra a quarentena para conter a Covid-19:

  • “Há exageros nas medidas contra vírus” (23/03/2020);
  • “Pandemia de coronavírus está perto do fim” (13/04/2020);
  • “Quarentena só vale para a classe média” (13/04/2020);

Deputado federal pelo MDB do Rio Grande do Sul, Osmar Terra acredita que a depressão econômica causada pelas medidas de isolamento e de fechamento das empresas contra o coronavírus é mais fatal do que a própria doença. Nesse quesito, o candidato a ministro da Saúde também segue a linha de raciocínio de Bolsonaro.

Recentemente, Osmar Terra teve um fake news desmentido. No Twitter, ele publico vídeo em que o governador do estado de Nova York, Andrew Coumo, divulga dados de um levantamento que indica que 66% das pessoas hospitalizadas com COVID-19 no estado estavam em casa.

Foram registradas 14.216 mortes provocadas pela Covid-19 e 207.251 casos confirmados da doença em todo o país até esta sexta (15).