Governo Bolsonaro é desaprovado por 70,4% em Salvador (BA), diz pesquisa

O governo do presidente Jair Bolsonaro é desaprovado por 70,4% dos eleitores soteropolitanos, qual seja, os moradores de Salvador, capital da Bahia. A informação é da Paraná Pesquisas.

De acordo com o levantamento realizado entre os dias 16 a 20 de maio de 2020, apenas 26,2% dos entrevistados aprovam a administração de Bolsonaro e 3,4% não sabem responder.

Diametralmente oposta, a administração do governador petista Rui Costa é aprovada por 77% dos eleitores na capital baiana e a gestão do prefeito ACM Neto tem 78% de aprovação.

O instituto de pesquisas também sondou a intenção de votos para a Prefeitura de Salvador:

  • Não sabe: 5,1%
  • Nenhum: 15,9%
  • Bruno Reis: 35,5%
  • Sargento Isidório: 16,7%
  • Lídice da Mata: 12,6%
  • Major Denice: 4,4%
  • Olívia Santana: 4,0%
  • Hilton Coelho: 2,4%
  • Cezar Leite: 2,3%
  • Eleusa Coronel: 1,1%

O atual vice-prefeito de Salvador, Bruno Reis (DEM), é apontado como favorito para ser o candidato à sucessão do prefeito soteropolitano e presidente nacional do DEM, ACM Neto, em 2020.

A Paraná Pesquisas ouviu 820 eleitores de Salvador. A margem de erro é de 3,5% para mais ou para menos. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o n.º BA-07354/2020 para o cargo de Prefeito.

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[AO VIVO]: COMITÊ DE IMPEACHMENT COM ESMAEL MORAIS

Sérgio Moro é a principal testemunha da oposição no impeachment de Bolsonaro

O processo de impeachment do presidente Jair Bolsonaro protocolado na Câmara, nesta quinta (21), arrola o ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro, como uma das oito testemunhas.

A oposição sustenta que Bolsonaro cometeu crime de responsabilidade na tentativa de indicação de autoridades da Polícia Federal que estejam submetidas aos desígnios de natureza privada do ocupante da Presidência da República.

Dentre as atribuições do presidente da República previstas na Constituição da República, uma delas é a de nomear o diretor da Polícia Federal. Exigência: o nomeado ser delegado de classe especial.

A Lei 9.266, de 15 de março de 2.016, no art. 2º-C, estabelece que o cargo de diretor-geral da PF, nomeado pelo Presidente da República, é privativo de delegado de Polícia Federal integrante da classe especial.

Não resta dúvida de que o Supremo Tribunal Federal (STF), por meio de decisão monocrática do ministro Alexandre de Moraes, extrapolou feio em sua competência ao vetar a nomeação de Alexandre Ramagem no cargo de diretor-geral da PF.

[A título de curiosidade a palavra “Polícia Federal” foi citada 40 vezes e PF outras 14, portanto, a corporação aparece 54 vezes no texto sobre o impeachment.]

Dito isso, o pedido de impeachment pecou ao dar relevância a esse ponto [nomeação na PF] e ao ex-ministro e ex-juiz Sérgio Moro. Salvo se os oposicionistas, dotados de inteligência superior à média, anteviram que a velha mídia ficaria grata por arrolar seu informante na oitiva.

No “Comitê de Impeachment” do Blog do Esmael, que foi ao ar pela primeira vez ontem à noite, discutiu-se essa “gordura” –representada pelo falso debate entre Moro, Bolsonaro e a PF– e ausência de um capítulo econômico na motivação do afastamento do presidente da República.

Os aspectos econômicos são relegados ao segundo plano como justificativa do agravamento dos casos de coronavírus no País. “Atuação e pronunciamentos temerários e irresponsáveis” diante da pandemia de covid-19, diz o texto no pedido de impeachment.

O terceiro ponto destacado diz respeito ao apoio ostensivo e participação direta do Presidente da República em manifestações de índole antidemocrática e afrontosas à Constituição em que foram defendidas gravíssimas transgressões institucionais, tais como o fechamento do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal.

Ora bolas, carambolas! O ex-juiz Sérgio Moro também foi apontado como responsável pelo cometimento de atos antidemocráticos e anticonstitucionais no âmbito da operação da Lava Jato.

O que a oposição fez foi dar palanque e sobrevida para Moro, uma experiência antidemocrática, sobretudo da Rede Globo, com vistas às eleições de 2022.