Felipe Neto, no Roda Viva, vai pedir impeachment de Bolsonaro

O youtuber Felipe Neto promete incendiar o mundo da política hoje à noite, a partir das 22 horas, durante uma entrevista no programa Roda Viva. O Blog do Esmael vai transmitir a atração ao vivo para o Brasil e o mundo.

A expectativa é que Felipe Neto, aproveitando a audiência, reforce o pedido de impeachment do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), cada vez mais incapacitado politicamente para exercer o cargo para qual foi eleito em 2018.

Ator, comediante, escritor e empresário, Felipe Neto tem mais de 37 milhões de inscritos em seu canal no Youtube. O número de visualizações se aproxima da casa dos 10 bilhões. Um dos maiores influenciadores digitais no Brasil, também é um dos youtubers mais assistidos no mundo.

Da fase inicial voltada para o entretenimento, ele passou se concentrar nos temas de interesse nacional. Tem alertado para o risco das Fake News e se tornou um duro crítico da corrupção e dos grupos radicais à direita e à esquerda. Por conta disso, virou alvo das milícias do universo digital que, além das ofensas, fizeram várias ameaças contra sua vida.

Conduzida pela jornalista Vera Magalhães, a bancada de entrevistadores no Roda Viva será formada por Maria Claudia Almeida, head de comunicação do Twitter; Rachel Sheherazade, âncora do telejornal SBT Brasil; a jornalista e escritora Mariliz Pereira Jorge; Edgard Piccoli, apresentador e radialista; e Carol Pires, correspondente do NYT e colunista da revista Época.

O Blog do Esmael vai transmitir a entrevista ao vivo a partir das 22h desta segunda-feira, dia 18 de maio.

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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) participou neste domingo (17), em Brasília, de mais uma manifestação contra a democracia e a favor da ditadura militar.

Prestes a sofrer impeachment, o presidente chegou a levantar as mãos de alguns dos ministros que estavam na rampa do Palácio do Planalto.

O presidente recebeu uma espécie de bênção dos “camisas negras”, movimento fundamentalista que reúne religião e milicianos.

“Bolsonaro, somos nós”, bradavam os “camisas negras”, que usavam boinas vermelhas.

Dentre os ministros que participaram do ato político estavam:

  • Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional);
  • Onyx Lorenzoni (Cidadania);
  • Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo);
  • Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional);
  • Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia);
  • Abraham Weintraub (Educação);
  • Bento Albuquerque (Minas e Energia);
  • Tereza Cristina (Agricultura);
  • Ernesto Araújo (Relações Exteriores);
  • Jorge Oliveira (Secretaria-Geral); e
  • André Mendonça (Justiça e Segurança).

As faixas padronizadas pediam “regime militar democrático”, “fora STF” e “Fora Congresso”.

“Nem uma faixa nem uma bandeira que atente contra a nossa Constituição, contra o estado democrático de direito. Nisso, o movimento está de parabéns”, elogiou Bolsonaro, a despeito do material atacando as instituições e defendendo uma ditadura militar.

Apesar de esvaziada, a manifestação de hoje também mirou os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

As faixas possivelmente produzidas por um único fornecedor ainda elogiavam Bolsonaro, as Forças Armadas e o uso da Cloroquina –a droga sem eficácia comprovada no tratamento do coronavírus.

Diminuto, o protesto de hoje contrariou a orientação das autoridades sanitárias para não aglomerar.

O Brasil tem 16.118 mortes e 241.080 casos confirmados de novo coronavírus neste domingo, informou o Ministério da Saúde.