#DesMOROnou: Bolsonaristas e Lulistas unidos contra Moro

O ex-juiz Sérgio Moro virou ‘saco de pancadas’ dos robôs bolsonaristas desde que saiu do governo Bolsonaro atirando no presidente.

E hoje (5), com a divulgação do depoimento de Moro à Polícia Federal, ele passou a ser criticado ao mesmo tempo pela extrema-direita e pela esquerda. A hashtag #DesMOROnou  é a mais comentada nesta noite de terça-feira.

O bolsonarista Allan dos Santos publicou um vídeo e escreveu: “O #DesMOROnou só queria sair da quarentena e tomar uma com os amigos de Curitiba.”

Trajano comemorou o fato de Moro não ter acusado Bolsonaro de nenhum crime:  “#DesMOROnou Finalmente uma hash que faz sentido! Infelizmente moro sujou sua biografia e não trouxe nenhuma prova concreta. A divulgação “privilegiada” por parte da CNN apenas ferrou o pobre coitado.”

Prodígio elogiou antes de atacar: “Era uma vez um juiz que ajudou na mais importante operação contra corrupção do país e colocou um ex presidente na cadeia. Ele deu um passo além, virou um grande ministro. Mas esse mesmo juiz queria mais e aceitaria até vender sua biografia aos demônios e assim fez e #DesMOROnou”

Mas também há mensagens que igualam Moro e Bolsonaro:

A separação de Moro e Bolsonaro vai trazer um bom desgaste para ambos, mesmo que a Globo e a velha mídia insistam em inflar a bola do ex-juiz.

Após vazamento de depoimento de Moro, STF autoriza oitiva dos ministros Heleno, Braga Netto e Ramos

O decano do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Celso de Mello, autorizou na tarde desta terça-feira (5) o pedido da Procuradoria Geral da República para que sejam ouvidos os ministros Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo), Braga Netto (Casa Civil) e Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional). Além deles, serão ouvidos a deputada Carla Zabelli (PSL) e os delegados Alexandre Ramagem e Marcelo Valeixo.

A autorização ocorre minutos depois da divulgação do depoimento do ex-ministro Sergio Moro, em que ele recomenda que algumas autoridades públicas, inclusive os ministros militares, sejam ouvidos sobre a suposta interferência de Jair Bolsonaro na Polícia Federal.

Caso as partes não prestem depoimentos de forma voluntária, em data e local a serem marcados, Celso de Mello impôs a medida de condução coercitiva para garantir as oitivas autorizadas.

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Celso de Mello também autorizou a entrega de gravação de reunião em que os ministros testemunharam ameaça de Bolsonaro contra Moro. O ministro do STF também suspendeu o sigilo do inquérito.