Boris Johnson diz que governo britânico chegou a elaborar estratégia para caso ele morresse

O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, revelou em entrevista publicada neste domingo – a primeira depois de sua internação por covid-19 – que a piora no seu estado de saúde levou o governo britânico a montar um plano de ação para caso ele morresse.

“Foi um momento muito duro, não vou negar. Tinham uma estratégia para lidar com um cenário do tipo morte de [Josef] Stalin”, disse o chefe de governo, em referência ao antigo líder da União Soviética, ao The Sun on Sunday.

LEIA TAMBÉM:
Bolsonaro compartilha vídeo do Conselho Federal de Medicina contra governadores do Nordeste; assista

Velha mídia se diz “chocada” com a pobreza que ela ajudou a criar e perpetuar no País

Frota diz que cansou de defender Maia

Johnson, de 55 anos, esteve internado por três dias na unidade de terapia intensiva do hospital St. Thomas, em Londres, onde recebeu “litros e litros de oxigênio”, como ele próprio relatou na entrevista.

“Eu não estava em uma forma particularmente brilhante e era consciente de que tinham feito planos de contingência”, disse o líder conservador.

Na conversa, Johnson admitiu que demorou para reconhecer a gravidade dos sintomas que apresentava e que não queria ir para um hospital.

“Não me parecia um bom movimento, mas foram muito inflexíveis. Olhando para trás, fizeram o correto me obrigando a ir. Os malditos indicadores continuavam indo em má direção e pensei: ‘Não há medicina para isso, não tem cura.’ Nesse momento, pensei: ‘Como vou sair dessa?'”, relatou.

Ele disse ainda que só entendeu a gravidade da situação quando foi transferido para a unidade de terapia intensiva e sentia dores por todo o corpo. “Estava todo quebrado. Nunca tinha enfrentado algo tão sério quanto isso”, relembrou.

Johnson voltou há poucos dias ao gabinete de Downing Street, onde estabelece os planos de contenção do novo coronavírus e elabora um plano de relaxamento de medidas. O Reino Unido já registrou mais de 183 mil casos e 28 mil mortes por covid-19.

As informações são da Deutsche Welle.