Bolsonaro leva o país a uma situação genocida, diz ex-ministro da Saúde

O governo Bolsonaro leva o país a uma situação genocida ao atuar contra o isolamento social, avalia o deputado federal (PT-SP) e ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha. Ao lado de outros parlamentares da oposição, ele levou denúncia à Organização das Nações Unidas (ONU) sobre a postura do presidente da República frente à pandemia, de não seguir as recomendações das autoridades sanitárias.

“Um dos grandes desafios dessa pandemia é essa profusão nas redes sociais de fake news. O Bolsonaro transforma às vezes uma informação que é até científica, ele reinterpreta essa informação e divulga uma fake news absurda. Então precisa da imprensa no papel de orientação às pessoas”, afirma.

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Em entrevista ao jornalista Juca Kfouri no Entre Vistas desta quinta-feira (7), na TVT, Padilha defende que é preciso se preservar da atitude irresponsável do presidente. Ele destaca que a denúncia levada à ONU foi, entre outras, uma das motivações para relatório da instituição sobre a pandemia, que em capítulo separado destacou a falta de atuação do presidente em defesa da vida e o classificou como genocida.

Padilha também comenta sobre a situação de subnotificação da covid-19 no país, ao responder pergunta da jornalista Nahama Nunes, da Rádio Brasil Atual. Ele diz que um dado para dar uma dimensão do problema é número de internações por gripes graves, ou, por ‘síndrome respiratória aguda grave’. “Esse número em abril foi de dez vezes a série histórica e mostra a pressão sobre o sistema de saúde”, afirma.

Na entrevista, o deputado faz críticas às ideias sobre a retomada dos campeonatos de futebol em meio à pandemia, analisa a situação de fechamento total em diversos municípios e fala sobre a ação política para responsabilizar o governo federal sobre o crescimento da pandemia.

Assista ao vídeo da entrevista:

Por RBA

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