Batalha nas redes entre os 70% contra Bolsonaro e os 57 milhões a favor

O Twitter está dividido neste sábado (30) entre os que querem o fim do desgoverno Bolsonaro e os que apoiam o presidente.

A hashtag #Somos70porcento está sendo sustentada pela oposição ao governo federal que segue crescendo constantemente. A referência é uma pesquisa do Instituto Datafolha.

Confira as postagens de lideranças do PT, PSOL e PCdoB:

E os bolsonaristas de dizem #Somos57MILHOES:

Os robôs tem alguma vantagem numérica, mesmo após o duro golpe que sofreram nesta semana. Ninguém mais duvida que há um esquema de impulsionamento de hashtags e disseminação de conteúdo bolsonarista baseado em contas falsas e robôs.

O que a maioria dos brasileiros espera é que esse esquema seja desbaratado e os crimes sejam esclarecidos. De qualquer maneira, 57 milhões é bem menos que 70% da população brasileira. Na verdade, 57 milhões não soma nem 30% da nossa população.

Datafolha contra o Centrão

Pesquisa do Datafolha aponta que 67% dos brasileiros reprovam e 20% aprovam aproximação do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) com o Centrão –grupo fisiologista no Congresso Nacional que barganha apoio por cargos e recursos públicos.

O Datafolha precisa contextualizar que Bolsonaro veio do Centrão. Ele [o presidente da República] sempre foi baixo clero na Câmara. Por 28 anos foi considerado “lambari de valeta” por seus pares. Portanto, não há nada de estranho sobre sua volta à origens.

O Datafolha fez a seguinte pergunta: Bolsonaro age bem ou age mal ao negociar cargos e verbas com deputados e senadores?

  • Age bem: 20%
  • Age mal: 67%
  • Não está negociando cargos e verbas: 2%
  • Não sabe: 11%

O instituto ainda perguntou:

Bolsonaro está cumprindo a promessa de não negociar cargos e verbas em troca de apoio?

  • Sim: 29%
  • Não: 63%
  • Não sabe: 8%

O levantamento ouviu 2.069 pessoas maiores de idade na segunda (25) e na terça-feira (26). As entrevistas foram feitas por telefone. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais.

Os eleitores não compreendem porque o instituto Datafolha e o veículo de comunicação que o contratou, a Folha de S. Paulo, ficam escandalizados com o apoio do Centrão ao presidente Jair Bolsonaro. Afinal, antes mesmo da eleição de 2018, todos eles sabiam que o presidente sempre foi membro do Centrão.

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Requião defende ‘lockdown’ para todo o País; assista

O ex-senador Roberto Requião (MDB-PR), presidente da Frente Ampla pela Soberania, defendeu o ‘lockdown’ [fechamento total] durante a pandemia do coronavírus para todo o País. O emedebista foi entrevistado pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Curitiba (SMC) nesta sexta-feira (29).

Requião disse que somente o fechamento de cidades, interdição de vias, proibição de deslocamentos e viagens não essenciais é conterão o avanço da doença.

O ex-senador explicou que, se um governante impõe um lockdown, na prática a circulação fica proibida, a não ser que ela se dê, por exemplo, para compra de alimentos, transportar doentes ou realizar serviços de segurança.

Na live, o presidente da Frente Ampla lamentou que os políticos tenham sido frouxos e estão sucumbindo diante da pressão de lobbies locais, principalmente de comerciantes. Ele citou o caso do prefeito de Curitiba, Rafael Greca (MDB), que teria dito que ‘não proibiu abertura do comércio, mas também não autorizou que abrisse’.

“Greca agiu como FHC: ‘fumou [maconha], mas não tragou’”, ironizou.

“Não adianta encerrar o afastamento social sob o argumento de recuperar a economia. Isso vai custar vidas de funcionários e dos patrões também”, afirmou.

Requião está em confinamento absoluto há 70 dias em sua casa no bairro Bigorrilho, na capital paranaense.

Assista ao vídeo:

Datafolha: Bolsonaro tem apoio de 56% do empresariado e recebe ‘cartão vermelho’ dos trabalhadores

A pesquisa Datafolha apontou que mais da metade dos empresários brasileiros aprova o governo do presidente Jair Bolsonaro. De acordo com o levantamento, 56% do empresariado considera ótimo ou bom o governo.

o levantamento foi feito entre os dias 25 e 26 de maio – segunda-feira e terça-feira passada -, informa a coluna Painel da Folha de São Paulo.

Já entre os assalariados e trabalhadores sem carteira a aprovação do governo baixa para 32% e 43%, respectivamente.

Entre os funcionários públicos só 28% consideram positiva e para as pessoas que procuram emprego a avaliação fica em 26%.

Os números indicam o crescente desgaste da política econômica de Bolsonaro-Paulo Guedes que não consegue gerar empregos e reanimar a economia. Um cenário que foi agravado com a eclosão da pandemia do coronavírus.

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Enquanto uma parte do “andar de cima” festeja, os trabalhadores enviam um “cartão vermelho” para Bolsonaro.