Auxílio emergencial salva aprovação de Bolsonaro

Só o Auxílio Emergencial ainda segura o índice de aprovação do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que, segundos pesquisadores, começa a flertar com o piso.

Nesta sexta-feira (29), por exemplo, a Caixa Econômica Federal disponibilizou o pagamento da primeira parcela do Auxílio Emergencial para 600 mil novos aprovados no programa, nascidos em dezembro.

Sem esse Auxílio Emergencial de R$ 600 mensais, segundo institutos de pesquisas, a popularidade de Bolsonaro já estaria reduzida a pó.

Segundo o Datafolha divulgado nesta quinta (28), um a cada três brasileiros que requisitou o Auxílio Emergencial de R$ 600 não recebeu nenhuma parcela do benefício. Desses, 1/3 ainda não recebeu nenhuma parcela.

Do total dos brasileiros, 43% entrou com pedido para receber os R$ 600.

Do outro lado, assegura a pesquisa, 60% dizem ter recebido ao menos uma parcela. E é esse segmento da sociedade que está segurando a peteca de Bolsonaro.

Até a quarta-feira (27), a Caixa Econômica Federal (CEF) já havia pagado R$ 72,7 bilhões em Auxílio Emergencial, para 57,3 milhões de beneficiários. Ao todo, foram 103,3 milhões de pagamentos, uma vez que muitos beneficiários já começaram a receber a segunda parcela de R$ 600.

Ainda segundo a Caixa, foram processados pela Dataprev até as 11h de terça-feira (26) 101,2 milhões de cadastros, dos quais 59 milhões foram considerados elegíveis – destes, 19,2 milhões de beneficiários do Bolsa Família, 10,5 milhões do Cadastro Único e 29,3 milhões de trabalhadores que se inscreveram por meio do site e do aplicativo do programa.

Pesquisa XP/Ipespe divulgada hoje (29) mostra uma estabilização na reprovação do presidente Jair Bolsonaro, com 49% dos entrevistados considerando o governo ruim ou péssimo. Era o mesmo percentual no levantamento de 25 de abril.

No entanto, de acordo com a Paraná Pesquisas, está “desabando” a aprovação de Jair Bolsonaro com a crise econômica combinada com a pandemia de coronavírus.

Já a Pesquisa Atlas Intelligence publicada nesta quarta (27) mostrou que a desaprovação do governo do presidente Bolsonaro está em alta com 65,1% dos entrevistados. 32,9% aprovam o governo e 1,9% não sabem.

Moral da história: Bolsonaro está agarrado ao Auxílio Emergencial, se largar beija a lona.

LEIA TAMBÉM
Oposição aciona Conselho de Ética da Câmara contra Eduardo Bolsonaro

Bolsonaro condecora acusador e acusado: Augusto Aras e Abraham Weintraub

Robôs de Bolsonaro entram em ‘parafuso’ no Twitter após ação da PF

A fake news de Sérgio Moro exposta em outdoors

Publicado em 29 maio, 2020

O ex-ministro Sérgio Moro é um velho conhecido das fake news. Sua atuação como juiz na 13ª Vara Federal de Curitiba, na Lava Jato, foi baseada nos factoides, nas mentiras, nos powerpoints, nas convicções não provadas contra o ex-presidente Lula e o PT.

Moro e a velha mídia conhecem como ninguém tudo sobre notícias falsas.
Durante a Lava Jato e sua passagem no Ministério da Justiça, no governo Jair Bolsonaro, Sérgio Moro usou e abusou dos outdoors para fazer propaganda de si mesmo. Uma verdadeira farra paga sabe-se lá como…
Pois bem, não é que o ex-ministro e ex-juiz lançou uma nova campanha acerca das fake news?

Moro contou com a ajuda do empresário curitibano Fábio Aguayo, uma espécie de “Véio da Havan” do Paraná, para colocar-se nas ruas.

Aguayo é presidente da Abrabar (Associação Brasileira de Bares e Casas Noturnas), que é contra o isolamento social e a favor da abertura do comércio mesmo na pandemia de coronavírus.

A pré-campanha eleitoral de Sérgio Moro é assim justificada pela Abrabar: “a intenção é apoiar o combate a mensagens odiosas nas redes sociais, inclusive contra estabelecimentos comerciais.”

Cada vez mais no ostracismo, o ex-ministro da Justiça pensa formar chapa com o procurador Deltan Dallagnol para disputar o governo do Paraná e o Senado, respectivamente.