Áudio complica a vida de Witzel, diz CNN Brasil

A CNN Brasil, emissora ligada a Jair Bolsonaro, afirma que teve acesso a áudio que seria o “batom na cueca” do governador do Rio Wilson Witzel (PSC).

De acordo com a CNN, uma gravação obtida pela Polícia Federal no âmbito da Operação Placebo, que apura desvios de verbas que deveriam ser usadas no combate à pandemia do coronavírus, traz indícios de que o governador fluminense teria participado do esquema.

A informação foi divulgada pela emissora CNN Brasil.

A PF deflagrou na manhã desta segunda-feira (26) a Operação Placebo. O Palácio das Laranjeiras, residência oficial do governador Witzel, foi alvo da ação. Os mandatos de busca e apreensão foram expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Para Witzel, ele está sendo vítima de uma perseguição do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Mais cedo, o governador do Rio afirmou que era o senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente da República, deveria ser preso. Segundo Witzel, a PF tem protegido o “Zero Um”.

Wilson Witzel pediu ainda que as decisões judiciais, acerca das investigações, sejam sempre colegiadas para que não haja injustiças.

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Estadão dá tiro no pé com editorial hipócrita

O editorialista do Estado e S. Paulo, o Estadão, só pode ter fumado coisa estragada. Senão, vejamos.

O Estadão participou ao menos de dois golpes de Estado: o de 1964, com os militares, e o de 2006, com a derrubada da presidenta eleita Dilma Rousseff (PT).

Nem entraremos na participação do jornalão na contrarrevolução ao movimento de Getúlio Vargas, em 1932.

Em hipócrita editorial, o Estadão tenta igualar o estadista Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com o miliciano Jair Bolsonaro (sem partido). Aliás, presidente para quem a publicação torceu contra a solução petista Fernando Haddad.

Nas redes sociais, o jornalão paulistano apanha com razão a estibordo e a bombordo devido à falta de coerência e anacronismo histórico.

O Estadão é sinônimo de patrimonialismo, golpismo, mamatas e do despreparo da burguesia paulistana. Rezemos para que esse não seja o nível intelectual da elite que a publicação se arvora representante.

O Estadão repete os demais veículos da velha mídia –Folha, Globo, Veja, et caterva– e não é capaz de formular uma saída política, econômica e social do País. Por quê? Porque esteve na linha de frente do golpe e da eleição de Bolsonaro, visando garantir privilégios para bancos e rentistas.

Diferente como imagina o editorialista, Bolsonaro e os donos do Estadão é que são farinha do mesmo saco.

Em outubro do ano passado, em visita à sede do jornal, em São Paulo, Bolsonaro revelou que tem ligações antigas com o Estadão. Contou que vendia exemplares de jornais entre 1971 a 1976. Foi recebido com festa pelo diretor-presidente do Grupo Estado, Francisco Mesquita Neto.

Na verdade, Estadão e Bolsonaro foram nascidos um para o outro.

Aliás, o Estadão tem um fetiche com a farda verde-oliva. E, quem diz isso é a história…