Weintraub atropela decisão democrática do IFSC e nomeado recusa cargo


O Ministro da (des)Educação, Abraham Weintraub, atropelando o resultado da eleição para a reitoria do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), indicou um reitor temporário para assumir a direção da instituição, que optou de forma majoritária por Mauricio Gariba Júnior. O MEC não esclareceu as razões de sua decisão antidemocrática.

Lucas Dominguini, o nomeado pelo ministro, já comunicou ao MEC que não aceitará assumir o cargo sem que haja uma explicação pública sobre os motivos pelos quais o processo eleitoral no IFSC não foi respeitado.

“O ministério precisa justificar muito bem o motivo de o processo eleitoral não ter sido aceito. Depois a comunidade vai analisar e verificar se considera os motivos coerentes ou não. Sem justificativa, a reação vai ser contrária e isso é correto. Afinal, a instituição promoveu um processo democrático e dentro da legalidade”, disse Dominguini, que é diretor do campus de Criciúma, à Folha de São Paulo.

LEIA TAMBÉM:

Chancelar do Brasil surta e “denuncia” ameaça do “Comunavírus”

Coronavírus “engole” shopping tradicional de Curitiba

Paraná triplica internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave

Na última sexta-feira (17), Weintraub também nomeou um reitor temporário para o Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN). O Ministério Público Federal (MPF) questionou a interferência do MEC e pediu que Weintraub apresente, em até dez dias, “as razões que impediram a observação do resultado decorrente do processo eleitoral” nos dois institutos.