Repórteres Sem Fronteiras diz que liberdade de imprensa se deteriora com Bolsonaro


Bolsonaro dá ‘banana’ para jornalistas.
“A chegada ao poder do presidente Jair Bolsonaro tensionou a relação do governo federal com a imprensa e contribuiu para o país caísse duas posições no Ranking 2020”, afirma a ONG Repórteres Sem Fronteiras (RSF) em seu relatório anual da liberdade de imprensa divulgado nesta terça-feira (21).

O Brasil ocupa agora o 107° lugar, entre 180 países listados, à frente do Mali e atrás de Angola (106°), Montenegro (105°) e Moçambique (104°). A primeira posição na lista é da Noruega, seguida por Finlândia, Dinamarca e Suécia, enquanto a Coreia do Norte está na última colocação, à frente do Turcomenistão.

No ano passado, o país já havia caído três posições em relação à edição anterior. A RSF alerta que essa queda deve continuar, “na medida em que o chefe do Executivo segue incentivando ataques a jornalistas e meios de comunicação”.

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A ONG afirma a eleição de Bolsonaro “marcou a abertura de um período especialmente sombrio para a democracia e a liberdade de imprensa” e que o presidente “promove sistematicamente um clima de ódio e de desconfiança em relação à imprensa” e que, em meio à pandemia, “o governo federal redobrou os ataques, questionando quase que diariamente a cobertura da crise sanitária”.

A entidade também ressalta que “o ‘gabinete do ódio’ que cerca o presidente brasileiro publica ataques em larga escala a jornalistas que fazem revelações sobre políticas do governo” e sublinha que “desde o início da epidemia de coronavírus, Jair Bolsonaro redobrou seus ataques à imprensa, que ele considera responsável por uma ‘histeria’ destinada a gerar pânico no país”.

A concentração da mídia brasileira, “sobretudo nas mãos de grandes famílias, com frequência, próximas da classe política”, também foi abordado pela ONG, que apontou que “o sigilo das fontes é com frequência questionado e muitos jornalistas investigativos são alvo de processos judiciais abusivos” no Brasil.

Com informações da DW.