Notícias ao vivo do coronavírus: 69% acreditam que irão perder renda na crise, diz Datafolha

Os brasileiros tem a percepção de que a depressão econômica do presidente Jair Bolsonaro e do ministro Paulo Guedes será agravada pela pandemia do coronavírus. Segundo o Datafolha, 69% acreditam que irão perder renda durante a crise.

De acordo com a pesquisa divulgada nesta quarta-feira (8), 30% não veem o agravamento da crise econômica por causa da Covid-19.

O levantamento foi realizado à distância, por telefone celular, entre os dias 1º e 3 de abril. O instituto entrevistou 1.511 pessoas. A margem de erro é de 3 pontos para mais ou para menos.

No final de março último, diz o Datafolha, 57% dos brasileiros temiam a perda de renda e 43% achavam que não corriam esse risco.

“A preocupação é maior entre os mais pobres, mas parece ter alcançado rapidamente grupos que se sentiam mais protegidos no início da crise, aumentando de forma significativa entre os mais ricos, à medida que as consequências econômicas da epidemia começam a se tornar evidentes”, explica o Datafolha.

73% dos mais pobres, com renda familiar mensal de até dois salários mínimos (R$ 2.090), são os que mais temem pela redução da renda durante a crise do coronavírus. Em março, eles eram 61% dos mais pessimistas.

Já entre os mais ricos, com renda superior a dez salários mínimos (R$ 10.450), 67% preveem ganhos menores. Eles somavam 49% em março.

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‘Gabinete do ódio’ promove ataque contra general Braga Netto
O chamado “gabinete do ódio”, operado por Carlos Bolsonaro, promoveu nas redes sociais e sites das milícias digitais bolsonaristas um ataque organizado contra o ministro da Casa Civil, general Braga Netto, durante esta terça-feira (7).

Segundo reportagem do Estadão, o general do Exército foi um dos responsáveis por convencer o presidente a não demitir o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, na segunda-feira (6). Setores do Exército chegam a tratar Braga Netto como uma espécie “presidente operacional” no Palácio do Planalto.

“Braga Netto é o homem certo, no lugar certo, na hora certa”, disse ao Estadão o vice-presidente, Hamilton Mourão, também alvo frequente de bolsonaristas nas redes sociais.

“Ala ideológica do governo e o chamado ‘gabinete do ódio’, comandado por Carlos, filho ‘zero dois’ do presidente, desaprovam o poder concedido aos militares na equipe e, agora, na administração da crise. Braga Netto, no entanto, diz não se aborrecer com os ataques e continua dando ordens aos colegas, até mesmo em bilhetinhos que passa para ministros durante entrevistas no Planalto”, afirma O Estado de São Paulo.

O “Gabinete do Ódio”, que funciona dentro do Palácio do Planalto, coordena as ações criminosas das milícias digitais bolsonaristas, alvo de investigação da CMPI das Fake News no Congresso Nacional e de uma comissão do Supremo Tribunal Federal (STF) coordenada pelo ministro Alexandre de Moraes.

Lula, o homem que adora cachorro
O ex-presidente Lula comandou uma live na noite desta terça (7), sobre o coronavírus, com uma cadelinha vira-lata no colo.

A participação da cachorra durou alguns segundos, mas o suficiente para chamar a atenção das redes sociais.

Lula foi o entrevistador dos deputados Alexandre Padilha (PT-SP), Paulo Pimenta (PT-RS) e do governador de Piauí, Wellington Dias (PT).

Hoje é dia 7 de abril, o Dia do Jornalista, e, por isso, não faltaram brincadeiras dos entrevistados como ‘se cuide, William Bonner’ –o apresentador do Jornal Nacional, da Globo.

Lula gostou do papel de entrevistador e já anunciou que quer entrevistar os 9 governadores do PT, em breve.

A cadelinha ‘Resistência’ foi acolhida pelos integrantes da Vigília Lula Livre, em 2018, enquanto o ex-presidente era mantido preso político em Curitiba. Depois Janja, a namorada de Lula, a adotou para o casal.