Ministros Guedes, Tereza Cristina e Tarcísio participam de ‘live’ com Bolsonaro; assista

O presidente Bolsonaro falou para a imprensa e para seus apoiadores na saída do Palácio da Alvorada nesta segunda-feira (27). Também falaram aos presidente o ministro da Economia Paulo Guedes, da Agricultura Tereza Cristina e da Infraestrutura Tarcísio Gomes de Freitas.

As falas foram para mostrar serviço, prestar contas, enfim, animar os brasileiros. Bolsonaro tenta passar a impressão de que tudo vai bem em seu governo e que a saída de Sérgio Moro é página virada.

Assista:

Delegados da PF em carta a Bolsonaro: ‘Há uma crise de confiança’
Em carta aberta ao presidente Jair Bolsonaro, a Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) avaliou que, após a acusação do ex-ministro Sergio Moro, de tentativa de interferência política no órgão, “há uma crise de confiança instalada, tanto por parte de parcela considerável da sociedade, quanto por parte dos delegados”.

A entidade criticou fortemente as supostas intenções de Bolsonaro de ter acesso a informações sobre investigações e exigiu que o presidente se comprometa a dar autonomia ao próximo diretor da PF e envie projeto de emenda constitucional ao Congresso Nacional prevendo autonomias para a PF.

“O contexto criado pela exoneração do comando da PF e pelo pedido de demissão do Ministro Sérgio Moro imporá ao próximo diretor um desafio enorme: demonstrar que não foi nomeado para cumprir missão política dentro do órgão”, diz a carta.

Os delegados reconheceram que a nomeação do diretor-geral é premissa do presidente da República, “mas trata-se de um pilar do Estado Democrático de Direito que o estadista se limite a escolher o comandante da instituição, sempre buscando o delegado mais preparado técnica, moral e psicologicamente para a função”.

Para a ADPF, “a partir da nomeação e posse, manda o interesse público que o Presidente mantenha uma distância republicana, de modo a evitar que qualquer ato seu seja interpretado pela sociedade como tentativa de intervir politicamente nos trabalhos do órgão”.

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Bolsonaro disse em seu pronunciamento que gostaria de ter um canal direto com o diretor da PF, como já tem com outras instituições de segurança e inteligência.

Sobre o acesso a informações sigilosas, a carta diz que “o ordenamento jurídico prevê que as atividades investigativas da Polícia Federal são sigilosas e somente os profissionais responsáveis em promovê-las é que devem ter acesso aos documentos. O mesmo se aplica aos relatórios de inteligência”.

*Com informações do Estadão Conteúdo.