Metalúrgicos do ABC aprovam suspensão do contrato em quatro fábricas

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Wagner Santana, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.
Trabalhadores em quatro fábricas na base do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC aprovaram, em votações virtuais, propostas de suspensão de contrato que preveem redução salarial. Os acordos se baseiam na Medida Provisória (MP) 936, editada com o objetivo anunciado de reduzir custos durante a crise provocada pelo coronavírus.

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As votações foram realizadas entre os funcionários da Dura Automotive, Delga, Kostal e Toyota. Somados, 1.655 trabalhadores participaram do processo organizado pelo sindicato. E 1.600, ou quase 97%, foram a favor dos acordos. Na maior delas, a Toyota, de 877 votos, 850 aprovaram a proposta, cuja redução de salário varia de 75% a 95%, conforme a faixa.

Há mais três votações de metalúrgicos sobre suspensão de contrato ocorrendo neste sábado (11). Envolve empregados na Assini NHK Autopeças, na Arteb e na SM Sistemas Modulares.

“Seguimos discutindo a importância das paradas, pois acreditamos no isolamento social como única forma eficaz de evitar a proliferação do coronavírus. Neste momento estamos negociando as possibilidades como férias, licença remunerada, banco de horas e também a postergação dessas paradas ou, em alguns casos, o trabalho reduzido”, diz o presidente do sindicato, Wagner Santana, o Wagnão.

“Essa foi a forma que encontramos para fazer a consulta aos trabalhadores para que possam ser construídas e apreciadas no ambiente virtual. Conforme cada empresa for fazer a apreciação da proposta, vamos disponibilizar no site e avisar os companheiros. É uma nova experiência, por isso pedimos a colaboração de todos para que as votações sejam representativas”, acrescentou.

Pressionar o governo
Nesta semana, os trabalhadores na General Motors de São José dos Campos também aprovaram proposta discutida entre a montadora e o Sindicato dos Metalúrgicos. A redução começa a valer na próxima segunda-feira.

Ainda na região do ABC, os metalúrgicos participaram de reunião virtual do Consórcio Municipal e da Agência de Desenvolvimento e cobraram medidas. “Apontamos que as instituições financeiras ‘sentaram em cima do dinheiro’”, afirmou o secretário-geral do sindicato, Aroaldo Oliveira da Silva. “A proposta é que o Consórcio seja um articulador para pressionar o governo federal para que essas medidas de crédito, de fato, cheguem às empresas.”

por RBA