Desalmado, dono do restaurante Madero demite 600 em pleno surto de coronavírus


O empresário Junior Durski, dono do grupo Madero, confirmou a demissão de 600 funcionários, após prometer que não faria demissões em sua rede de restaurantes. A informação é do jornal O Estado de São Paulo.

Segundo Durski, parte dos funcionários demitidos haviam sido contratados recentemente e estavam em treinamento em lojas que já existiam e, posteriormente, iriam para as novas unidades da rede.

“Tínhamos 8 mil funcionários (antes da decisão de realizar essas demissões). Fizemos isso para preservar os demais colaboradores”, justificou o empresário bolsonarista.

Na semana passada, Junior Durski se envolveu em uma polêmica ao defender que o Brasil não podia parar de trabalhar, apoiando a postura do presidente Bolsonaro, por conta da crise do novo coronavírus.

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Em vídeos publicados nas redes sociais, o empresário afirmou que inevitavelmente devem morrer milhares de pessoas com a nova doença. “Agora vão morrer 5.000 pessoas por coronavírus que nós não podemos evitar. Não tem como fechar tudo, se esconder do inimigo e não trabalhar”, disse.

Em outro vídeo, Durski afirmou que apesar do cenário de crise, o empresário não pretendia demitir os cerca de 8 mil funcionários da empresa dele e que possui condições de manter os estabelecimentos fechados por até seis meses. “Vamos pensar que tem que ser mais racional […]. Não estou falando por mim, a minha empresa tem condições e recursos”, disse.

Durki, que antes prometia não demitir nenhum funcionário, refez a conta e, de forma desalmada, preferiu ficar em casa contando os seus milhões acumulados com a força e o suor de seus empregados. Nas redes sociais, surgiu a campanha #MaderoNuncaMais.

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