De olho na Prefeitura de Curitiba, Requião divulga foto de como estará aos 120 anos

O ex-senador Roberto Requião (MDB-PR), presidente da Frente Ampla pela Soberania Nacional, pelo Twitter, divulgou uma foto simulando como ele estará aos 120 anos de idade.

“Requião ao completar 120 anos”, legendou a foto o ex-parlamentar, como se dissesse ‘eu vou longe e ainda vou disputar muitas eleições’ até o ano de 2050.

Requião completou em março 79 anos e está de olho na Prefeitura de Curitiba. Nos bastidores, ele intensifica conversas com partidos aliados e lideranças de movimentos populares.

Essas organizações sindicais, de juventude e legendas partidárias planejavam para este abril o “queremismo”, a campanha por Requião candidato na capital paranaense, mas tiveram de adiar em virtude do coronavírus.

Aliás, a própria eleição de outubro está a perigo. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) trabalha com a hipótese de adiá-la para dezembro, mas há resistência no Congresso Nacional. Porém, nesse caso, quem dita a regra é o Senhor Coronavírus”.

Quanto ao envelhecimento da foto, Requião não perdeu a oportunidade e também simulou como estaria o ex-ministro Sérgio Moro. “Irreconhecível?”, perguntou no Twitter.

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CPI do Moro comandada por petistas na Câmara

Avança em velocidade de cruzeiro a proposta da instalação de uma CPI para investigar o ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro, defenestrado do governo Jair Bolsonaro (sem partido) na última sexta-feira (24).

“Poeticamente”, o presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ), atendidos os requisitos legais, deverá delegar a presidência da comissão de investigação aos petistas.

Pela tradição no Congresso, o proponente de CPI fica com a presidência e a relatoria distribuídas aos demais partidos. No entanto, na CPI do Moro, a tendência é que o Centrão abra mão da relatoria em favor do PT.

O pedido de CPI para investigar crimes cometidos pelo ex-ministro Sérgio Moro foi realizado pelos deputados petistas Rogério Correia (MG), Paulo Pimenta (RS), Natália Bonavides (RN) e Célio Moura (TO).

De acordo com o regimento interno, a Câmara instituirá a Comissão Parlamentar de Inquérito com o apoio de 171 deputados (um terço) para apuração de fato determinado e por prazo certo, a qual terá poderes de investigação próprios das autoridades judiciais, além de outros previstos em lei.

A CPI teria como objetivo investigar um suposto acordo firmado entre Moro e Bolsonaro para que o então juiz aceitasse assumir o cargo de ministro. Os deputados argumentam que Moro teria exigido uma pensão para a família, caso ele viesse a falecer, e pretendia ser indicado futuramente para uma cadeira no Supremo Tribunal Federal.