Brasil tem 445 mortes e mais de 10,3 mil casos de coronavírus em 4 de abril

Publicado em 4 abril, 2020

Bolsonaro tem se mostrado um homem inepto e um líder inseguro para enfrentar o coronavírus; perde espaço para ministros e setores externos, fora do governo.
Brasil tem 445 mortes e mais de 10,3 mil casos confirmados de coronavírus, às 20h30, deste sábado (4), o que revela a aceleração do avanço da Covid-19 no início deste mês.

O Ministério da Saúde confirmou 73 novas vítimas nas últimas 24h, e secretarias estaduais contabilizaram outras 12 após o balanço oficial.

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Segundo as autoridades sanitárias, apenas dois estados ainda não registraram mortes: Acre e Tocantins.

Mandetta alerta que #Covid-19 ainda não atingiu bairros operários no Brasil
Mandetta pediu que as autoridades sanitárias tenham atenção redobrada com a quarentena neste fim de semana.

“A Covid-19 não entrou nos bairros operários do Brasil e por isso requer a atenção redobrada no final de semana”, disse o ministro.

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#NasRuas5DeAbril pode ser o maior fiasco de Bolsonaro
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tem dado azo às manifestações pelo fim da quarentena, adotada para conter a infeção do coronavírus, e contra as instituições democráticas brasileiras.

Neste domingo, dia 5 de abril, o “Capitão Corona” poderá experimentar seu maior fiasco com a falta de público nas manifestações, que foram convocadas nas redes sociais sob o rótulo da hashtag #NasRuas5DeAbril.

Bolsonaro busca apoio nas ruas para levantar o isolamento social determinado pelas autoridades sanitárias, desde que a Covid-19 virou uma ameaça concreta no Brasil.

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Coronavírus já matou mais de 60 mil pessoas pelo mundo
Dados da Universidade Johns Hopkins divulgados neste sábado (4) apontam que a pandemia de coronavírus já provocou a morte de 60.874 pelo mundo desde o registro dos primeiros casos, em dezembro.

O país que acumula mais mortes é a Itália (14.681). Em seguida aparecem a Espanha (11.744), os Estados Unidos (7.460) e a França (6.507).

O mundo tem 1,1 milhão de casos confirmados. A nação com maior quantidade de casos são os EUA (278.458). A Espanha ocupa a segunda posição (124.736) e a Itália a terceira (119.827).

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Jornalismo da TV Globo tem oito infectados pelo coronavírus
O departamento de jornalismo da TV Globo já registrou 17 casos suspeitos de coronavírus. Destes, nove testaram negativos e oito, positivos. Cinco deles têm sintomas leves, um está assintomático e dois, internados.

Segundo a coluna de Mônica Bergamo, no jornal Folha de S. Paulo, a própria direção comunicou os números aos jornalistas.

Os profissionais passaram a usar máscaras nas redações e nas ruas, destaca a coluna.

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Datafolha 109% é fraude, denunciam apoiadores de Bolsonaro
Segundo o instituto, o Ministério da Saúde tem 76% de aprovação ante 33% do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Os bolsominions somam, somam, fazem a prova dos nove, mas dá o resultado 109.

Para os correligionários de Bolsonaro, há uma evidente fraude na pesquisa que deveria totalizar 100%.

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76
+
33
_______
109

“As 02 perguntas sobre aprovação foram efetuadas ao mesmo entrevistado, logo, não se deve somar os resultados”, reclamou no Twitter um bolsonarista.

Como não poderia ser diferente, no âmbito bolsonarista, sobrou até para o PT que nada tem a ver com isso: “Será que foi a Dilma Rousseff que fez a pesquisa e calculou?”

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O Datafolha informa que ouviu 1.511 pessoas entre os dias 1 e 3 de abril. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou menos.

O instituto de pesquisa não deu nenhuma explicação aos bolsonaristas sobre o resultado de 109%, o que, entre os apoiadores do presidente da República, aumentam as desconfianças no levantamento específico e nas pesquisas em geral.

O imbróglio ocorre num momento em que ocorre a disputa da narrativa –envolvendo Bolsonaro, o ministro Henrique Mandetta e a velha mídia–acerca do enfrentamento da pandemia de coronavírus.

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Câmara aprova PEC do orçamento de guerra em 2º turno; texto vai ao Senado
O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou, nesta sexta-feira (3), a chamada PEC do “orçamento de guerra” (PEC 10/20), que permite a separação do orçamento e dos gastos realizados para o combate à pandemia de coronavírus do orçamento geral da União.

A proposta, de autoria do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e outros nove deputados de vários partidos, é a primeira a ser aprovada com o Sistema de Deliberação Remota (SDR) e precisa ser votada ainda pelo Senado. O relator do texto foi o deputado Hugo Motta (Republicanos-PB).

As regras terão vigência durante o estado de calamidade pública, e os atos de gestão praticados desde 20 de março de 2020 serão convalidados.

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A intenção da proposta é criar um regime extraordinário para facilitar a execução do orçamento relacionado às medidas emergenciais, afastando possíveis problemas jurídicos para os servidores que processam as decisões sobre a execução orçamentária.

Um comitê de gestão de crise aprovará as ações com impacto orçamentário relacionadas ao enfrentamento do vírus, com poder de criar e destituir subcomitês. O comitê poderá ainda pedir informações sobre quaisquer atos e contratos celebrados ou que vierem a ser assinados pela União, suas autarquias, empresas públicas e fundações públicas, tendo poder de anulá-los, revogá-los ou ratificá-los.

Ministério da Saúde atualiza dados sobre #Covid-19 em 4 de abril de 2020; assista ao vídeo:

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