Bolsonaro, quem diria, conseguiu ser pior que o Temer

Ulysses Guimarães [com adaptações] teria dito na época sobre a ruindade do governo golpista: ‘Se Michel Temer é ruim, espere o Jair Bolsonaro pra ver’.
O ex-presidente Michel Temer (MDB) pode ser “restaurado” politicamente diante da desgraça que assombra o Brasil nesses tempos de pandemia de Covid-19.

O jornal americano Washington Post nos dá uma pista do que o futuro nos reserva lá na frente.

Segundo a publicação, o presidente Jair Bolsonaro é o “pior” dentre os líderes que põem vidas em risco ao minimizar o coronavírus.

Bolsonaro é equiparado aos líderes da Belarus, Turcomenistão e Nicarágua –todos eles minimizam a letalidade da Covid-19.

O jornal italiano Corrierre Della Serra fez uma análise da postura de dez líderes mundiais no combate à pandemia e deu a nota 2, a mais baixa, ao presidente Jair Bolsonaro, apontado como “o negacionista”.

Durante o golpe, entre 2016 e 2018, achávamos que Temer era o “pior” e o “mais odiado” presidente em todo o mundo. Estávamos certos, porém, recordemos Ulysses Guimarães [com adaptações] teria dito na época: ‘Se Michel Temer é ruim, espere o Jair Bolsonaro pra ver’.

Sim, Bolsonaro conseguiu ser pior que Temer.

Crendiospai!

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Covid-19 produz famintos durante pandemia em Nova York
A cidade mais rica do mundo, Nova York, irá gastar US$ 170 milhões para alimentar seus filhos famintos, fruto da pandemia de Covid-19.

O Blog do Esmael já reverberou ao longos dos últimos dias reportagens do americano New York Times e da revista alemã Der Spiegel sobre o aumento do desemprego e da fome provocados pelo coronarívus.

Lá como cá, a pandemia também está servindo para reestrutura o capitalismo moribundo. A Der Spiegel, por exemplo, até colocou a Estátua da Liberdade respirando por aparelhos numa fotomontagem.

O prefeito nova-iorquino Bill de Blasio deve anunciar nesta quarta-feira (15) US$ 170 milhões nos próximos quatro meses para levar comida aos moradores afetados pelo surto de vírus. A medida é mitigatória, mas não resolve o problema de fundo.

O esforço incluirá a compra de 18 milhões de refeições prontas para consumo, a inscrição de prédios públicos inteiros para entrega de refeições em casa e a contratação de mais de 11 mil motoristas licenciados para entregar as refeições.

Com muitos nova-iorquinos desempregados devido às medidas de distanciamento social que fecharam a maioria das empresas, a cidade espera ter que ajudar para alimentar mais pessoas do que nunca.