Bolsonaro e Maia, juntos, contra Moro

Jair Bolsonaro e Rodrigo Maia saíram do armário e, juntos, montam a estratégica do Centrão para enjaular o ex-ministro Sérgio Moro. O roteiro foi confirmado pelo jornal Folha de S. Paulo.

De acordo com o jornalão paulistano, a tarefa de abater Moro caberia à base informal de sustentação de Bolsonaro no parlamento.

O acordo anti-Moro teria sido fechado com a exoneração “a pedido” [do Centrão] do ex-diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, o que antecipou a queda do ex-ministro da Justiça na sexta-feira (24).

Com esse objetivo em mente, Centrão, Bolsonaro e oposição se unem ‘tacitamente’ para liquidar politicamente as pretensões de 2022 do ex-juiz da Lava Jato e da República de Curitiba.

O Centrão possui mais de 200 deputados e tem o poder de barrar uma votação de impeachment no plenário da Câmara (são necessários 171).

Durante sua atuação como juiz, Moro comprou inimizades no mundo político a ponto de não conseguir aprovar nenhum projeto no legislativo, enquanto era titular da Justiça e Segurança Pública.

Agora é a ‘vingança do pipoqueiro’ porque Moro não tem mais prerrogativa de função ou imunidades. Ele enfrentará mano a mano as forças hostis, que num passado recente perseguiu a partir da 13ª Vara Federal de Curitiba.

Por Moro ser a bola da vez, a abertura de impeachment –que depende de ato discricionário do presidente da Câmara– ficou para o Dia de São Nunca, salvo fato novo.

“A prioridade é o combate à Covid-19”, despistou nesta segunda-feira (27), ao ser perguntado sobre o impeachment.

“Botafogo”, como a Lava Jato o chamava, guardou no freezer sua mágoa contra procuradores da força-tarefa e o ex-juiz Sérgio Moro.

Bolsonaro e Maia, juntos, contra Moro, não causa nenhuma estranheza para os leitores do Blog do Esmael. Aqui sempre afirmamos que eles nunca se separaram e que são farinha do mesmo saco.

Aliás, Globo, Veja, Estadão, Folha, dentre outros veículos da mídia corporativa, também são da mesma laia. Defendem as mesmas coisas, no âmbito da economia, contra os trabalhadores e o povo brasileiro.

A desavença havida entre Moro x Maia x Bolsonaro x Mídia, poder-se-ia dizer, é só mais um desacerto de bandidos, Não tem nada a ver com os rumos do Brasil.

Alexandre Frota puxa a orelha do PT: ‘cadê o Fora Bolsonaro?’

O deputado Alexandre Frota (PSDB-SP), ex-bolsonarista de carteirinha, cobrou pelo Twitter nesta segunda-feira (27) combatividade do PT em relação ao governo Jair Bolsonaro (sem partido).

Segundo o parlamentar tucano, a raiva dos petista pelo ex-juiz Sérgio Moro é tão grande que eles até esqueceram da tarefa de chutar a bunda de Bolsonaro do Palácio do Planalto.

“A raiva do PT pelo Sérgio Moro é tão grande”, analisa Frota, “e faz com que eles esqueçam que que precisamos tirar de lá é o Bolsonaro.”

O deputado do PSDB paulista afirma que é desgastante fazer o PT entender que a estratégia é outra, ou seja, afrouxar o garrão para Moro e apartar em Bolsonaro.

Alexandre Frota diz o que pensa sobre o embate PT x Moro: “Moro já saiu do governo. Lula está na rua namorando, viajando e curtindo a vida dele.”

Na prática, o deputado Frota pede para que os petistas “afrouxem a tanga” para o ex-ministro Sérgio Moro, que o PT deixe pra lá os crimes cometidos pelo ex-juiz da Lava Jato.

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Bolsonaristas queimam camisas com imagens de Moro

Integrantes do chamado acampamento de apoio a operação “Lava Jato”, que se reúnem há 2 anos em frente a sede da Justiça Federal em Curitiba, queimaram camisas com o rosto do ex-ministro da Justiça, Sergio Moro, no último sábado (25).

Em vídeo do grupo transmitido pelas redes sociais, os apoiadores de Bolsonaro aparecem vestidos inicialmente com camisas estampadas com a foto de Moro. Logo em seguida, eles as retiram do corpo, mostram outras com a foto do presidente Bolsonaro, e queimam as de Moro.

Em conversa com o portal UOL, a militante bolsonarista Paula Milani, declarou que “o acampamento continua com a defesa da pátria e o combate ao comunismo. Tendo em vista tudo isso que está vindo à tona, continuamos com o presidente que é quem realmente está combatendo o comunismo. Estamos abatidos e decepcionados, mas vamos seguir em frente.”

“É uma decepção e uma traição [a saída do Moro]. Hoje em dia analisamos esses dois anos em frente à Justiça Federal, e algumas atitudes do então juiz Moro, que considerávamos normais, agora não vemos assim. [Vemos] Uma pessoa que não estava lutando contra o comunismo, mas contra o PT. E isso ele fez muito bem, mas nosso objetivo é contra o comunismo”, acrescentou.

Nas redes sociais, foi um fim de semana de intenso combate entre os apoiadores de Bolsonaro e os lavajatistas pró-Moro, evidenciando o racha na extrema-direita.

PSB se movimenta pelo impeachment de Bolsonaro

Diante das declarações do ex-ministro da Justiça Sérgio Moro de que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tenta interferir politicamente na Polícia Federal, a bancada do PSB na Câmara trabalha para que ele compareça ao Parlamento para prestar esclarecimentos. A Legenda também decidiu que entrará nesta segunda-feira (27) com o pedido de impeachment contra o presidente da República por considerar que ele não respondeu de forma convincente a nenhuma das acusações.

Líder do PSB na Câmara, o deputado Alessandro Molon (RJ), disse em suas redes sociais estar claro que Bolsonaro demitiu o chefe da Polícia Federal para frear as investigações que avançam sobre seus filhos, e que ele nunca quis o fim da corrupção. Além disso, o socialista afirmou que o presidente da República só trabalha em prol da própria família e da reeleição. Enquanto isso, o Brasil continua sem governo.

Molon afirmou também que é lamentável iniciar um processo de impeachment no meio de uma crise tão grave da Saúde no Brasil, que já deixou mais de 4 mil brasileiros mortos.

“Infelizmente, considerando os crimes cometidos pelo presidente, e considerando que nossa omissão poderia tornar os efeitos da crise ainda mais graves, não há outra saída”, avaliou.

CPI
O deputado paranaense Aliel Machado apresentou o primeiro pedido para abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as afirmações de Moro, de que houve a tentativa de interferência do presidente da República para fins pessoais, na tentativa de proteger a si mesmo e sua família de eventuais investigações criminais.

“As afirmações [de Moro] são graves e precisam ser investigadas”, defendeu ao anunciar o pedido de abertura da CPI.

Regina Duarte prepara ‘desembarque’ do governo Bolsonaro

Com medo da volta do PT, a ex-atriz Regina Duarte, secretária da “falta de Cultura”, arruma as gavetas para deixar o governo do presidente Jair Bolsonaro nos próximos dias. Segundo a revista Veja, Regina se arrependeu de deixar uma carreira artística de sucesso na Rede Globo e aceitar o convite de Bolsonaro para entrar no governo.

Isolada e sem forças, Regina não conseguiu montar uma equipe mínima de trabalho. Além disso, foi patrulhada pela militância olavista, que bloqueia toda e qualquer nomeação de “comunista” para o órgão.

Em dois anos, o governo Bolsonaro não apresentou nenhum projeto cultural para o país e desmonta o setor por falta de financiamento aos programas e equipamentos estatais de Cultura.

“Quando me desapego do que tenho, recebo o que necessito. É tudo que preciso aprender… desapego. Tá em tempo ainda”, escreveu Regina num post na rede no fim de semana. “Seja o que Deus quiser”, registrou em outro.

As postagens sinalizam o descontentamento de Regina Duarte e também indicam uma mensagem cifrada de que prepara o desembarque do governo.