Bolsonaro convoca jejum neste domingo contra a crise econômica, o coronavírus e os traíras

Magno Malta realiza oração para fechar o corpo de Bolsonaro.
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) convocou um jejum para este domingo (5) contra a crise econômica e o coronavírus que assola o Brasil. Ele também vai ganhar orações contra os “traíras” no governo e as “forças da maldade” representadas pela mídia.

“Proclamação santa feita pelo chefe supremo da nação, o presidente Jair Messias Bolsonaro, e convoca o Exército de Cristo para a maior campanha de jejum e oração já vista na história do Brasil”, diz o texto da convocação.

Membros de igrejas neopentecostais dizem que a campanha de jejum visa remover as “forças da maldade” por meio da oração e afastar a Covid-19, bem como a crise econômica causada pelo vírus.

“O coronavírus está com as horas contadas, porque o povo de Deus vai entrar em oração”, disse pastor Abílio Santana.

O pastor Silas Malafaia afirmou que “depois de passar tudo isto aí, depois das previsões catastróficas, estarão aniquiladas em nome de Jesus”.

“Domingo, 5 de abril, a Igreja de Cristo na Terra irá clamar e o inferno irá explodir”, concluiu a narração em off.

O movimento de Jair Bolsonaro adotou a hashtag #JejumPeloBrasil para convocar o dia de orações e privação de comidas.

Apesar de orações e jejum, o presidente Jair Bolsonaro continua inapto para presidir o Brasil e comandar a luta contra o coronavírus. Ele ainda prefere os ricos e banqueiros a apresentar um projeto consequente para o país sair da depressão econômica.

Bolsonaro é o super-herói “Capitão Corona”, responsável pela necropolitica –a política da morte– causada pelo desemprego, a falta de leitos nas UTIs, a falta de projeto de nação para aos brasileiros.

Resumo da ópera: nem jejum, nem oração, salva o diabólico governo de Bolsonaro.

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