Bolsonaro acusa Maia de conspiração e abre guerra com DEM


Após a queda de Mandetta, o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), concentrou seus ataques contra o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Em entrevista à CNN Brasil na noite desta quinta-feira (16), Bolsonaro acusou Maia de conspirar para tirá-lo do Palácio do Planalto e qualificou como péssima a atuação do deputado. “Parece que a intenção é me tirar do governo. Quero crer que esteja equivocado”, disse Bolsonaro ao comentar a aprovação pela Câmara de um projeto de socorro aos estados.

A proposta determina que a União irá transferir R$ 80 bilhões, segundo cálculos de líderes partidários, por seis meses, como forma de compensação pelas perdas de ICMS (imposto estadual) e ISS (municipal) diante da crise econômica, segundo a Folha de São Paulo.

“Isso não se faz com o Brasil. Eu lamento. Isso é falta de patriotismo, de coração verde e amarelo, de humanismo. Isso é quase que conspirar contra o governo federal. Eu lamento, mas esta não é a forma de se fazer política no Brasil”, afirmou Bolsonaro.

Bolsonaro disse lamentar muito a posição do presidente da Câmara que segundo ele, “resolveu assumir o papel do Executivo”. “Ele tem que me respeitar como chefe do Executivo”, acrescetou.

“Qual o objetivo do senhor Rodrigo Maia? Resolver o problema ou atacar o presidente da República? O sentimento que eu tenho é que ele não quer amenizar os problemas. Ele quer atacar o governo federal, enfiar a faca”, disse Bolsonaro.

LEIA TAMBÉM:

A íntegra do discurso de Nelson Teich, novo ministro da Saúde; assista ao vídeo

Ministro Luís Roberto Barroso é eleito novo presidente do TSE

Ao vivo: Pronunciamento de Bolsonaro sobre demissão de Mandetta

Bolsonaro ainda insinuou que há outros interesses da parte de Maia, mas não detalhou. “A gente sabe seu tipo de diálogo. Este diálogo não vai ter comigo.”

A queda de Mandetta e os ataques ao presidente da Câmara tensionaram as relações de Bolsonaro com o Democratas, partido que tem apoiado as pautas econômicas do ministro da Economia Paulo Guedes.