Sociólogo português pede a derrubada “urgente” de Jair Bolsonaro; assista

Publicado em 25 março, 2020
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O sociólogo português Boaventura de Sousa Santos, professor aposentado da Universidade de Coimbra, publicou um vídeo em solidariedade ao povo brasileiro e pedindo que o presidente Jair Bolsonaro seja urgentemente derrubado. “É um louco a serviço da burguesia”, disse o catedrático.

Para o sociólogo, esta grande crise humanitária expressa a total falência dos governos de direita e extrema-direita para salvar e poupar vidas num momento tão grave porque os interesses econômicos estão acima das vidas. Ele cita como exemplos EUA, Inglaterra, Índia e Brasil.

Segundo ele, a crise do COVID-19 mostra também que os países menos atingidos pelos países pela lógica neoliberalismo, do capitalismo selvagem e bárbaro: Taiwan, Cingapura e China.

“O Brasil tem um caso especial porque não tem um problema de saúde pública. Tem dois problemas de saúde pública: a pandemia e o presidente Jair Bolsonaro”, afirmou.

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“Jair Bolsonaro é um homem transtornado mentalmente, um louco, que precisa sair urgentemente do poder”, pregou Boaventura. “Mas sua loucura não é indiscriminada. Ela é voltada para os interesses econômicos, as elites brasileiras, que o puseram no poder, e estão a aproveitar essa crise para destruir a lógica de proteção do trabalho e toda lógica de política social”, analisou.

“Estão aproveitando a crise [do coronavírus] para criar um Estado do capitalismo selvagem”, advertiu o sociólogo português.

Boaventura frisou que a luta urgente dos brasileiros é impedir que Bolsonaro continue no poder. “A luta contra o coronavírus é importante, mas tirar Bolsonaro é mais urgente”, destacou.

Segundo Boaventura de Sousa, apesar dos panelaços no Brasil, as esquerdas estão silentes. Ele cobrou maior participação das forças democráticas e populares na luta do povo.

“O próximo presidente, general Mourão, irá continuar as políticas da burguesia”, previu. Mas “os problema político futuro chama-se Sérgio Moro e o problema econômico atende pelo nome de Paulo Guedes”, concluiu.

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