Requião propõe moratória da dívida interna para financiar combate ao COVID-19

Publicado em 25 março, 2020
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O ex-senador Roberto Requião (MDB-PR), presidente da Frente Nacional pela Soberania, propõe uma moratória da dívida interna –e do pagamento dos juros—para garantir o financiamento do combate ao coronavírus, o COVID-19.

Em uma transmissão no programa “À Esquerda”, dos também ex-senadores Lindbergh Farias (PT-RJ) e Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), nesta quarta (24), Requião lembrou da coragem do então presidente José Sarney (MDB), em 1985, ao decretar a moratória da dívida.

Segundo Requião, o serviço da dívida interna –juros e amortizações– vai consumir este ano cerca de 45% do orçamento da União.

Requião tem razão, pois o Congresso Nacional aprovou o orçamento federal para 2020, destinando para juros e amortizações da dívida no valor de R$ 1,603 trilhão, ou seja, 45% dos R$ 3,565 trilhões previstos.

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O presidente da Frente Nacional pela Soberania explicou que os verdadeiros ladrões são os que determinam os juros, banqueiros e Banco Central, e o juros que solapam a economia de todos os brasileiros. “Claro que temos políticos safados, mas nunca na mesma proporção”, ressalvou.

Quanto ao combate do coronavírus, o ex-senador disse que é tão “ilógico” e “estúpido” o argumento dos neoliberais de que a morte antecipada dos mais velhos resolve o problema previdenciário como [também seria] dizer que só a morte dos atuais dirigentes resolveria os problemas da soberania nacional.

“É evidente que o coronavírus não se deve a eleição do Bolsonaro. Mas é evidente também que a ineficiência no seu combate se deve a péssima qualidade, a burrice estrutural de seu governo”, disparou o emedebista.

Para Roberto Requião, a MP 927 tem requintes de idiotia porque pretende cancelar por quatro meses contratos de trabalho. Segundo ele, essa medida vai resultar em assaltos a supermercados e depósitos de alimentos. “Os idiotas estão chegando ao limite da nossa tolerância.”

Assista ao vídeo:

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