Pibinho de Bolsonaro gera comoção no Brasil; veja o tamanho da repercussão

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O tamanho do pibinho do presidente Jair Bolsonaro no ano de 2019, divulgada nesta quarta (4) pelo IBGE, causou imediata comoção em todo o Brasil.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, cresceu apenas 1,1% no ano passado. Foi o pior desempenho dos último 3 anos, qual seja, desde o golpe de Estado que derrubou a presidenta Dilma Rousseff (PT).

O consumo das famílias também é o mais fraco desde 2016, o que converge a desaceleração econômica com o impeachment de Dilma. Os desinvestimentos do governo também trouxe reflexo para o pibinho.

A queda da produção industrial e consequentemente nas exportações (-2,5%) –a primeira queda em 5 anos– igualmente contribuiu para derrubar o pibinho de Bolsonaro.

De acordo com o IBGE, houve maior desaceleração no 4º trimestre de 2019. Ato contínuo, o ano de 2020 começou com aumento de desemprego e na explosão (43,9%) na decretação de falências no País.

Veja o desempenho do PIB em 2019, por área:

  • Serviços: 1,3%
  • Indústria: 0,5%
  • Agropecuária: 1,3%
  • Consumo das famílias: 1,8%
  • Consumo do governo: -0,4%
  • Investimentos: 2,2%
  • Construção civil: 1,6% (1ª alta após cinco anos consecutivos de queda)
  • Exportação: -2,5% (1ª queda em 5 anos)
  • Importação: 1,1%

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“Bolsonaro e Guedes prometeram imenso crescimento econômico. Resultado? Pibinho de 1,1% em 2019”, disse o deputado Ivan Valente (PSOL-SP). “Não por causa do coronavírus! Arrebentaram previdência, cortaram direitos, venderam patrimônio”, desmistificou. Para o parlamentar, Bolsonaro entrega fake news, apoio a miliciano e provocações. “Economia que é bom, nada!”, lamentou.

O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) afirmou que Bolsonaro desmoraliza o cargo que ocupa. “Para fugir das perguntas dos jornalistas sobre o pibinho, o menor em três anos, Bolsonaro usa humorista para distribuir bananas aos profissionais da imprensa que ficam em frente ao Palácio do Planalto”, criticou.