Os EUA agora lideram o mundo em casos confirmados de coronavírus

Publicado em 26 março, 2020
Compartilhe agora!

Os cientistas haviam alertado que os Estados Unidos um dia se tornariam o país mais atingido pela pandemia de coronavírus. Esse momento chegou na quinta-feira (26).

Nos Estados Unidos, sabe-se que pelo menos 81.321 pessoas foram infectadas com o coronavírus, incluindo mais de 1.000 mortes – mais casos do que a China, a Itália ou qualquer outro país já viu, segundo dados coletados pelo The New York Times .

Com 330 milhões de habitantes, os Estados Unidos são o terceiro país mais populoso do mundo, o que significa que fornece um vasto conjunto de pessoas que podem potencialmente contrair o Covid-19, a doença causada pelo vírus.

E é uma democracia ampla e cacofônica, em que os estados estabelecem suas próprias políticas e o presidente Donald Trump enviou mensagens contraditórias sobre a escala do perigo e como combatê-lo, garantindo que não houve resposta coerente e unificada a uma grave ameaça à saúde pública.

LEIA TAMBÉM
Coronavírus: 78 mortos com 2.915 casos confirmados no Brasil

Adultos entre 30 e 39 anos são os mais atingidos pelo Coronavírus no Rio de Janeiro

Coronavírus: Itália registra 712 mortes nas últimas 24 horas

Os Estados Unidos não têm um sistema de saúde como o capilarizado SUS (Sistema Único de Saúde) do Brasil, que, embora massacrado pelos governos neoliberais recentes, resiste e dá respostas aos brasileiros.

Dito isto, os americanos possuem um sistema médico privado onde as pessoas, sem dinheiro, são levadas à falência. A ausência de um sistema público leva a uma série de erros e oportunidades perdidas que prejudicaram a resposta do país à pandeia.

Houve um fracasso em levar a pandemia a sério, mesmo quando ela tomou conta da China, um esforço profundamente defeituoso para fornecer testes abrangentes para o vírus que deixou o país cego à extensão da crise e uma escassez terrível de máscaras e equipamentos de proteção para proteger médicos e enfermeiros na linha de frente, bem como ventiladores para manter vivos os doentes graves.

Com informações do New York Times.

Compartilhe agora!