Mesmo sob o coronavírus, a Folha não solta a mão de Guedes e Bolsonaro

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Bolsonaro costuma dar bananas para os veículos da velha mídia, que gostam de macaqueá-los diariamente nas questões econômicas.
A Folha de S. Paulo, mesmo sob a ameaça do coronavírus, continua bolsonarista e defendendo o neoliberalismo econômico –este modelo atual que ferra o povo brasileiro, desemprega, desmonta serviços públicos, gera recessão e miséria, precariza mão de obra, dentre outras desgraças.

O jornalão paulistano não solta a mão do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) nem do incompetente ministro da Economia, Paulo Guedes, outrora chamado de “Posto Ipiranga” com gracejos.

Como se ninguém soubesse que ela professa a mesma fé de Guedes e Bolsonaro nos ditos mercados, a Folha publicou reportagem neste domingo (15) cuja ideia central sua ficou expressa por meio de seu alter ego, o economista-chefe da MB Associados, Sérgio Vale: “o caminho a seguir é o das privatizações e concessões para o setor privado, que geram crescimento de melhor qualidade, de longo prazo e com ganhos de produtividade.”

Pela cantilena, investimentos públicos programas “grandes” como Minha Casa, Minha Vida e PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) não estimulariam a economia, porque, segundo o alter ego da Folha, são “ineficazes” e foram canteiros de “corrupção” no País.

O jornalão também engata a discussão do fim de subsídios para alguns setores para retomar investimentos em áreas estratégicas como saúde, qual seja, mexe-se nos lobbies como o Sistema S e bancada ruralista, por exemplo, para garantir o superávit primária e o pagamento dos juros da dívida interna.

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É importante localizar o leitor aqui. Os principais veículos de comunicação, há muito, deixaram de fazer jornalismo –embora pareça que ainda o façam. A maioria deles são hoje braço de fundos de investimentos e por isso disputam o orçamento da União e defendem as cores de quem lhes remuneram.

Como os barões da velha mídia veem que a vaca está indo para o brejo, tentam desesperadamente garantir os interesses desses fundos abutres.

Utilizando-se da técnica chamada “pirâmide invertida” do jornalismo, que permite destacar o “importante” nos primeiros parágrafos e esconder o “desimportante” para o fim do texto, a Folha se finge de “imparcial” para enganar o distinto público.

Nesse trecho final, o jornalão reconhece o papel do Estado nas políticas econômicas anticíclicas, do BNDES como indutor de desenvolvimento, dos investimentos pesados em todas as áreas sociais, porém não esquece de chutar as canelas do PT.

Enfim, o coronavírus é o álibi perfeito para o fracasso do neoliberalismo econômico defendido por Folha, Guedes e Bolsonaro. É por esse motivo que sempre repetimos aqui que eles, incluindo Globo, Estado, Veja, et caterva, são farinha do mesmo saco.