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Maia chama de “medíocre” plano de Paulo Guedes para sair da crise econômica

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A água bateu na bunda do Congresso e do governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). O coronavírus é apenas uma escusa temporária para a anunciada quebradeira na economia brasileira, pois o modelo neoliberal não deu certo em nenhuma parte do planeta e não seria aqui que encontraria terreno fértil.

Em entrevista à Folha de S. Paulo, nesta sexta-feira (13), o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), chamou de “medíocre” a tentativa do ministro da Economia, Paulo Guedes, de jogar nas costas do Congresso a responsabilidade pela crise econômica que desgraça milhões de brasileiros.

“Não posso acreditar que um homem de 70 anos, com a experiência dele, tenha mandado isso com essa intenção. A crise é tão grande que a gente não tem direito de maginar que o ministro da Economia de uma das maiores economias do mundo possa ter pensado de forma tão medíocre”, disse Maia, referindo-se ao outrora “Posto Ipiranga” de Bolsonaro.

A forte declaração de Maia ocorre após Bolsonaro recuar da manifestação que havia convocado para este domingo, dia 15 de março, em decorrência de um acordo com o Congresso sobre o orçamento impositivo.

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O governo não queria ceder R$ 15 bilhões do orçamento em emendas parlamentares (R$ 5 bilhões para senadores e R$ 10 bilhões para os deputados), porém Bolsonaro tinha a espada do impeachment sobre seu pescoço e a cassação de seu filho, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), na agulha do Conselho de Ética da Câmara.

Guedes enviou ao Congresso na quarta (11) uma série de pacotes que exigem mais sacrifícios do povo por meio da redução de investimentos, cortes em setores estratégicos, enfim, mais arrocho e recessão. Na percepção dos congressistas, a hora agora é de o Estado estimular a economia que degringolou com a chegada do coronavírus.

O Congresso não quer nem ouvir falar, por exemplo, em reforma administrativa nesse contexto conturbado de pandemia e de crise global na econômica.

“O que incomoda e angustia é que a gente ainda não tem um plano de contingência para superar essa crise e os impactos na vida das pessoas na economia. A reforma administrativa não é parte dessa solução”, afirmou Maia à Folha.

O “legado” da quebradeira na economia e a falta de apoio no próprio governo deixa apenas uma saída para Paulo Guedes: voltar para casa, já.

Note o caríssimo leitor que o modelo de Bolsonaro e Guedes confiscou mais de R$ 2 trilhões das economias de pequenos investidores, que apostaram na “pujança” anunciada por eles e a velha mídia –quando na verdade os “edifícios” estavam sendo implodidos.

O leitor do Blog do Esmael soube antes da deblaque na economia porque, aqui, nós avisamos que tudo não passava de fake news do conluio entre mídia, especuladores e Bolsonaro.