CPI das Fake News receberá dados sobre investigação de computadores do Senado

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Presidente da CPMI das Fake News, Angelo Coronel
A comissão parlamentar mista de inquérito que investiga notícias falsas e assédio nas redes sociais se prepara para receber, na terça-feira (17), os resultados da perícia da Polícia Legislativa do Senado sobre o uso de computadores da Casa para ataques virtuais. A reunião da comissão está marcada para as 13h.

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Reportagem do jornal O Globo nesta semana denunciou o uso de computadores do Senado para a realização de atividades que estão no radar de investigação da CPMI. Segundo a matéria, máquinas usando a rede de internet do Senado movimentaram, no ano passado, o perfil Snapnaro no Instagram. Esse perfil é um dos listados entre as contas de redes sociais que praticavam assédio virtual contra parlamentares e ex-ministros críticos do governo do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido). Esses ataques foram denunciados à CPI pelos deputados Alexandre Frota (PSDB-SP) e Joice Hasselmann (PSL-SP).

Quebra de sigilo
Além da divulgação dessas informações, a pauta da comissão inclui também a votação de 62 requerimentos. Parte deles pede a quebra de sigilos fiscais e bancários de empresas e pessoas físicas investigadas pela CPI. Entre eles, estão a Yacows (uma operadora de disparos em massa de mensagens de celular) e seus sócios-proprietários, Lindolfo Alves Neto e Flávia Alves; Hans River do Nascimento, ex-funcionário da Yacows, que detalhou à CPI o trabalho da empresa, mas é suspeito de ter fornecido informações falsas em seu depoimento; e Allan dos Santos, jornalista e blogueiro ligado ao governo.

Outros requerimentos pedem a abertura da identidade de vários outros perfis agressores em redes sociais como Facebook, Twitter e Instagram. Alguns desses perfis foram associados a computadores no gabinete do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP).

As informações são da Agência Senado.