Câmara, Senado e STF formam triunvirato neoliberal e isolam Bolsonaro

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Bolsonaro é eliminado pelo triunvirato neoliberal formado pelos presidentes do STF, Câmara e Senado.
A velha mídia comemora o triunvirato neoliberal formado com Câmara, Senado e Supremo para governar o Brasil.

Esse arranjo permite isolar –literalmente– o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de decisões, por ora, acerca do combate do coronavírus.

O pretexto é nobilíssimo, mas a realidade é nefasta.

A disputa de poder gira em torno do orçamento da União.

A velha mídia quer impor mais um ajuste econômico na conta do povo: privatização da Eletrobras (venda de ativos) e reforma administrativa (desmonte do serviço público). Tudo isso em conluio com o STF e o Congresso.

O incompetente e desmoralizado ministro da Economia, Paulo Guedes, foi submetido a um “salvamento de emergência” pela mídia. O objetivo é assegurar que os fundos de investimentos mantenham seus ganhos intactos durante a crise na bolsa.

Os supostos R$ 147 bilhões de Guedes para reaquecer a economia são peças de ficção, que podem não serem injetados no mercado como prometera.

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Por outro lado, funcionários da Eletrobras estima em mais de R$ 200 bilhões o valor da empresa. O governo fala em entregá-la por R$ 16 bilhões, menos de 10% do que ela realmente vale.

A reforma administrativa, sinônimo de precarização dos serviços públicos essenciais do País, segundo Guedes, “economizaria” outros R$ 400 bilhões.

Note o caríssimo leitor que essa dinheirama seria destinada para a formação do maldito “superávit primário” (recursos usados para o pagamento dos juros da dívida interna) cujos beneficiários são os bancos e os rentistas dos fundos de investimentos (fundos abutres).

Apesar da incapacidade de Jair Bolsonaro (sem partido), não concordamos com o triunvirato neoliberal. Esse colegiado não foi eleito para retirar direitos da sociedade brasileira e assegurar privilégios para o sistema financeiro e a mídia.

Os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e do STF (Supremo Tribunal Federal), Dias Toffoli, não têm legitimidade para governar no lugar de Bolsonaro –que sequer sofreu um processo de impeachment.

Eles se uniram com o fim de disputar a primazia neoliberal com Bolsonaro, ou seja, de mostrarem [para os ditos mercados] que são mais confiáveis e fiéis à agenda lesa-povo que Bolsonaro e seus asseclas.

Talvez o melhor caminho para o Brasil, nessa crise de rumo, seria convocar novas eleições presidenciais já. Antes que seja tarde demais.