Bolsonaro e Paulo Guedes querem ‘tungar’ o abono salarial do trabalhador

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O Ministério da Economia do governo Bolsonaro voltou a avaliar a possibilidade de restringir o abono salarial a trabalhadores que recebem até dois salários mínimos. Atualmente, o abono é pago para quem ganha até dois salários mínimos – cerca de 23,9 milhões de trabalhadores, segundo a Relação Anual de Informações Sociais (Rais) de 2017.

Mas a dupla Bolsonaro-Guedes quer restringir o direito apenas a quem ganha até um salário mínimo. Quase 90% dos que hoje recebem o abono têm rendimentos entre 1 e 2 salários mínimos, faixa que seria excluída do benefício.

Segundo a coluna Painel, da Folha de São Paulo, o argumento agora é de que o abono não atinge os mais pobres por ser pago a empregados com carteira assinada. Com a mudança, o governo pretende tungar dos trabalhadores R$ 20 bilhões em 10 anos.

De acordo com a publicação, uma das hipóteses é custear um novo programa voltado aos mais pobres, de forma que ele fosse a marca do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Outra fatia desse dinheiro iria para o Fundeb – um fundo de financiamento da Educação Básica.

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Vale lembrar que essa que proposta de acabar com abono salarial já havia sido enviada pelo governo de Bolsonaro durante a reforma da Previdência, mas caiu quando a matéria chegou ao Senado.