André Vargas, 1º preso político da Lava Jato, fala pela primeira vez após ser solto em 2018; assista ao vídeo

Compartilhe agora

O ex-deputado André Vargas escolheu o Blog do Esmael para falar pela primeira vez dentre os demais veículos de imprensa, nesta sexta-feira, 6 de março de 2020, após deixar a prisão política no dia 19 de outubro de 2018.

Ex-vice-presidente da Câmara, Vargas ficou preso político da Lava Jato 42 meses por determinação do ex-juiz Sérgio Moro, hoje ministro da Justiça e da Segurança Pública no governo de Jair Bolsonaro (sem partido).

O ex-deputado foi o 1º político preso e sentenciado pela força-tarefa, em abril de 2015.

Morando atualmente na zona rural do município de Ibiporã, Norte do Paraná, André Vargas passa o dia roçando uma propriedade de 5 alqueires, onde planta frutas como pitaia, maracujá e mandioca.

“Aqui que eu estou tentando reorganizar minha vida”, disse Vargas. “Mas não deixo de estar atento aos fatos políticos do meu país, lamentado a triste quadra que estamos passando”.

André Vargas afirmou que ficou 42 meses preso, injustamente, e que foi um processo político de perseguição cujo objetivo [da Lava Jato] era prender o ex-presidente Lula e alcançar o poder.

LEIA TAMBÉM
Perdeu, Moro

Bloomberg: Real é a moeda com pior desempenho do mundo em 2020

Bolsonaro disse que gosta de ‘pacu’, ataca imprensa e a Receita Federal; assista

“Conquistas indo embora, escracho geral a nível internacional, a política econômica gerando desempregos, brutal, políticas sociais sendo destruídas, como o bolsa família”, observou o ex-preso político.

Segundo Vargas, o que lhe compete agora é trabalhar e enfrentar os processos que ainda tramitam no Judiciário.

“Continuamos aqui na luta, graça ao bom Deus. Só a luta, a vida muda”, disse.

Sobre a condenação e a soltura de André Vargas
Vargas sofreu três condenações, mas ele já cumpriu 37% da pena e teve direito à progressão de regime.

O juiz Sérgio Moro sentenciou o ex-deputado André Vargas no dia 22 de setembro de 2015 a 14 anos e quatro meses de reclusão. Ele ficou nacionalmente conhecido ao fazer o gesto de resistência, de pulso ao alto, na presença do ex-ministro do STF Joaquim Barbosa.

Dentre as condições para a liberdade do ex-parlamentar está o pagamento de multa de R$ 1.103.950,12, valor parcelado em 72 vezes.