Que ligação é essa do Youtube com o fascismo no Brasil?

O serviço de streaming do Youtube tem se mostrado ideologicamente ligado à direita, ao fascismo, representado pelo governo do presidente Jair Bolsonaro.

Desde março de 2018, o canal deste Blog do Esmael –uma página de esquerda, porém plural e suprapartidária— vem tendo a monetização e as buscas bloqueadas pelos “algoritmos” do Youtube.

Equivocada e recorrentemente, os “algoritmos” do Youtube registram que o canal possuiu “conteúdo reutilizado de outra pessoa sem incluir comentários originais significativos ou que tenham valor educativo.”

Entretanto, o Blog do Esmael há muito produz conteúdos próprios com transmissões ao vivo. São várias entrevistas de relevância nacional e, por consequência, com “valores educativos” superiores às lives de Bolsonaro ou de canais bolsonaristas (esses a dezenas proliferam no mesmo Youtube).

O argumento do Youtube para bloquear a monetização e os sistemas de busca é bastante hermenêutico, aberto, e inexiste um canal de diálogo da empresa com os usuários.

A holding do Google faz o que bem entende no Brasil e não presta contas a ninguém. Sequer teve a iniciativa de abrir um “SAC” (serviço de atendimento) em respeito aos utilizadores que geram receitas e mais receitas à multinacional de tecnologia.

A título de comparação com a legislação consumerista –grosso modo— o Youtube possui um benefício que as empresas brasileiras não têm, haja vista o rigor do Código de Defesa do Consumidor.

O jornalista Glenn Greenwald, recentemente, acusou o Google –empresa proprietária do Youtube— de censurar o site The Intercept Brasil por questões ideológicas.

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Os editores do Intercept se revoltaram com os robôs do Google e ainda desconfiam que há um complô no Google News, a exemplo do Youtube, para promover conteúdos de extrema direita e contra a democracia no Brasil.

Nunca é demais lembrar que o Intercept Brasil denunciou o conluio havido entre procuradores da força-tarefa Lava Jato e o ex-juiz Sérgio Moro, que armaram politicamente para prender o ex-presidente Lula (PT) e garantir a vitória de Bolsonaro na eleição de 2018.

A militância do Youtube pró-extrema direita, pró-fascismo, censura a canais e sites, fere a Constituição Federal da República e o Marco Civil da Internet (Lei 12.695/2014).

O referido dispositivo prevê a “neutralidade da rede” para os provedores de hospedagem e de aplicações de internet, portanto, a censura prévia viola do diploma legal especializado e a Carta Magna de 1988.

Queremos acreditar que as escolhas do Youtube são feitas pelos robôs, os algoritmos, não pela ação humana. Portanto, também cremos que o Google irá corrigir esse desvio pró-fascismo de seu serviço de streaming no Brasil. Ou não?

Um recado ao Youtube: o Blog do Esmael tem experiência –e resiliência—com períodos obscuros; foi forjado nos últimos 10 anos pela luta democrática no Brasil.

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English version:

Youtube at the service of fascism in Brazil. Or not?

YouTube’s streaming service has shown itself ideologically linked to the right, to fascism, represented by the government of President Jair Bolsonaro.

Since March 2018, the channel of this Blog by Esmael – a left-wing, but plural and supraparty page – has had monetization and searches blocked by Youtube “algorithms”.

Wrongly and repeatedly, YouTube’s “algorithms” record that the channel had “someone else’s reused content without including significant original comments or that have educational value.”

However, Esmael’s Blog has long produced its own content with live streams. There are several interviews of national relevance and, consequently, with “educational values” superior to Bolsonaro’s lives or from bolsonarista channels (these to dozens proliferate on the same Youtube).

YouTube’s argument for blocking monetization and search engines is very hermeneutic, open, and there is no channel for the company’s dialogue with users.

The Google holding company does what it wants in Brazil and is not accountable to anyone. It did not even have the initiative to open a “SAC” (answering service) with respect to users who generate revenue and more revenue for the technology multinational.

As a comparison with consumer legislation – roughly – YouTube has a benefit that Brazilian companies do not have, given the rigor of the Consumer Protection Code.

Journalist Glenn Greenwald recently accused Google – a company that owns YouTube – of censoring The Intercept Brasil for ideological reasons.

The editors of Intercept revolted with Google robots and still suspect that there is a plot in Google News, like Youtube, to promote extreme right and anti-democracy content in Brazil.

It is never too much to remember that Intercept Brasil denounced the collusion between prosecutors of the task force Lava Jato and ex-judge Sérgio Moro, who politically armed to arrest ex-president Lula (PT) and guarantee Bolsonaro’s victory in the election of 2018.

Youtube’s pro-extreme right, pro-fascism, censorship of channels and websites, violates the Federal Constitution of the Republic and the Marco Civil da Internet (Law 12.695 / 2014).

The said provision provides for “net neutrality” for hosting and internet application providers, therefore, prior censorship violates the specialized legal diploma and the 1988 Constitution.

We want to believe that YouTube’s choices are made by robots, algorithms, not by human action. Therefore, we also believe that Google will correct this pro-fascist deviation from its streaming service in Brazil. Or not?

A message to Youtube: Esmael’s Blog has experience – and resilience – with dark periods; was forged in the last 10 years by the democratic struggle in Brazil.