WikiLeaks: Em Londres, centenas marcham contra extradição de Assange

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Centenas de pessoas, incluindo Roger Waters, co-fundador da banda de rock Pink Floyd, a estilista Vivienne Westwood, o ex-ministro de Finanças grego e líder da Frente Europeia de Desobediência Realista, Yanis Varoufakis, e o pai do ativista australiano, John Shipton, marcharam da embaixada da Austrália até o Parlamento britânico, na região central de Londres, neste sábado (22), exigindo que o fundador do Wikileaks, Julian Assange, não seja extraditado para os Estados Unidos.

Um tribunal em Londres começará as audiências na próxima segunda-feira (24) para decidir se o australiano Assange deve ser extraditado aos Estados Unidos, quase uma década depois de o WikiLeaks publicar documentos secretos do governo norte-americano.

Com cartazes declarando “Jornalismo não é crime” e “A verdade o libertará”, os manifestantes demandaram a libertação de Assange. Shipton afirmou que o longo confinamento de Assange prejudicou sua saúde e teme que enviar seu filho aos Estados Unidos seria uma sentença de morte.

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Na quinta-feira, Dunja Mijatovic, Comissária dos Direitos Humanos do Conselho Europeu, afirmou que Assange não deveria ser extraditado porque isso teria um efeito assustador contra a liberdade de imprensa.

Na sexta-feira, o advogado de Assange, Eric Dupont-Moretti, afirmou à rádio Europe 1 que a equipe legal de Assange estaria em contato com o presidente francês Emmanuel Macron para defender o asilo de Assange na França.

Assange afirmou que seu filho mais novo e sua mãe são franceses, mas um pedido prévio de asilo foi rejeitado pela França em 2015.

*Com informações da Agência Reuters