Para a velha mídia, ‘tá ruim, mas tá bom’ com Bolsonaro

Publicado em 13 fevereiro, 2020
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A Folha e a Globo são os principais alvos, diuturnos, de ofensas do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Os dois veículos se revezam na reclamação e às vezes até lamentam uníssonos sobre agressões e grosserias que seus jornalistas sofrem. Porém, paradoxalmente, a situação ‘tá ruim, mas tá bom’ para a velha mídia.

Os jornalões reclamam de Bolsonaro porque ele não tem modos: ora coça o saco, ora arrota na mesa. É acerca de alguns costumes que há divergência. Na economia, no entanto, eles estão fechadíssimos.

A velha mídia concorda com a venda do país, a entrega do petróleo e dos demais ativos do povo brasileiro a estrangeiros e à banca financeira. Concorda com o desemprego como método para baixar salários e maximizar o lucro, promovido pelo governo, visando acumular mais capital nas mãos de pouquíssimos.

Em editorial desta quinta-feira (13), a Folha reclama do “método Bolsonaro” de ofensas a jornalistas, mentiras e ataques à liberdade de imprensa. Mas tudo não passa de hipocrisia, pois, afinal, o presidente República defende os mesmos fundamentos econômicos da burguesia paulistana –a que efetivamente dá as cartas no País.

A título de comparação, se as ofensas de Bolsonaro e seus ministros –Abraham Weintraub, Paulo Guedes, etc., tivessem sido proferidas num governo do PT –‘Deus me livre e guarde!’—já teria caído por uma ação orquestrada pelos barões da mídia.

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A jornalista Patrícia Campos Mello, da Folha, detratada pela rede bolsonarista, bem como outros profissionais da imprensa, não sensibiliza os donos da mídia porque seus interesses econômicos estão intactos.

Durante CPMI das Fake News, Hans River do Rio Nascimento, ex-funcionário da Yacows, disse que a profissional teria feito insinuações sexuais para conseguir informações para uma reportagem.

Patrícia Campos Mello foi a responsável por revelar que empresas estavam enviando mensagens em massa pelo WhatsApp durante as eleições de 2018. Entre as empresas envolvidas na prática, que é ilegal, está justamente a Yacows.

Portanto, o Blog do Esmael se solidariza com a premiadíssima jornalista da Folha, mas, diferente de sua empresa, também repudia a diabólica política econômica do governo Jair Bolsonaro.

Globo e Folha são farinhas do mesmo saco quando o assunto é proteger Bolsonaro para garantir o saque contra os trabalhadores e a sociedade, vide as reformas trabalhista e previdenciária, as privatizações, a precarização da mão de obra, o aviltamento dos salários, os lucros exorbitantes dos bancos, o aumento da miséria nacional e o extermínio de pretos e pobres nas periferias brasileiras.

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