O conto do vigário: “dólar a R$ 4,20 se a reforma da Previdência não passar”

Compartilhe agora

O samba-enredo “O conto do vigário”, de autoria do humorista Marcelo Adnet, cai como uma luva para explicar o aumento do dólar e a reforma da previdência. Dois eventos recentíssimos no País.

No ano passado, a velha mídia fez terrorismo para aprovar no Congresso Nacional a reforma da previdência –que acabou na prática com as aposentadorias e pensões para trabalhadores.

A reforma da previdência foi aprovada pelo trio Bolsonaro-Maia-Guedes, mas, mesmo assim, a moeda americana fechou na casa de R$ 4,40 nesta semana e poderá ultrapassar ainda R$ 5 após o Carnaval.

Esse foi um dos contos do vigário, que a maioria da população caiu, graças à atuação da mídia, a exemplo do jornal Valor cuja propriedade é da Globo e da Folha.

LEIA TAMBÉM
Lula tira sarro da Folha e da Globo sobre preço do dólar

Sob Bolsonaro, Brasil fica sem mercados externo e interno

Bolsonaro ainda tem apoio popular porque ninguém propõe algo novo

“XP” citada como fonte do jornalão é a “XP Investimentos”, braço do banco Itaú para angariar especuladores na classe média. Aliás, com a fim da previdência pública, os banqueiros esperam faturar alto com o regime de capitalização (poupança privada) do trabalhador.

Além de jurar que o dólar cairia, a velha mídia e o conluio Bolsonaro-Maia-Guedes iludiram a maioria sobre a criação de empregos. Eles prometiam 6 milhões de novos postos de trabalho, que não vieram, é claro.

O diabo é que a sociedade caiu outras vezes antes em “contos do vigário” semelhantes. Vide a reforma trabalhista. Seriam gerados 4,3 milhões de novos empregos com a retirada de direitos. Ocorreu o contrário: desemprego de milhões.

Por tudo isso, o samba-enredo da escola São Clemente pode levar 10 por retratar tão fielmente a atual situação política no Brasil.