Jornalista bolsonarista diz ter medo de Sanders vencer nos EUA

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A jornalista Vera Magalhães, colunista do Estadão, encarnou a “Regina Duarte” da mídia brasileira ao macaquear no País o que os veículos de comunicação dos Estados Unidos já começaram a bater naquelas plagas.

Diante da inevitabilidade da vitória do senador Bernie Sanders nas primárias do Partido Democrata, aqui e lá, abre-se fogo contra o virtual adversário de Donald Trump na eleição de novembro.

“Eu não votaria em Sanders, acho totalmente equivocado, perigoso, populista”, diz Vera, apontando suposto “perigo” caso o democrata vença a eleição.

Para a jornalista, seria um dos eleitores que a despeito de repudiar tudo que Trump é, faz e representa não teria coragem de chancelar uma aposta perigosa dessa na maior economia do planeta.

Vera Magalhães também foi escalada recentemente para pilotar o programa Roda Viva, na TV Cultura de São Paulo.

O medo de da jornalista brasileira tem seu laboratório nos jornalões dos EUA. O New York Times, por exemplo, após a vitória esmagadora de Bernie no caucus de Nevada, tentou associá-lo à Rússia.

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A aposta do NYT e da mídia americana é um tanto esquizofrênica, pois, até pouco tempo atrás, era Trump o acusado de receber ajuda de hackers russo para derrotar Hillary Clinton.

Lá como cá, embora seja menos concentrada, a velha mídia é presidida pelos interesses do mercado capitalista e da concentração de renda nas mãos dos mais ricos. Por isso os barões da comunicação têm ojeriza a Bernie e se convertem ao trumpismo.

Menos traumático, o mesmo processo deve sofrer os donos da mídia no Brasil. Eles tendem a marchar juntos pela reeleição de Jair Bolsonaro em 2022, visando manter tudo como está no que diz respeito ao projeto neoliberal, a exclusão do povo do consumo, a precarização da mão de obra, a retirada de direitos básicos, etc.

Vera Magalhães sempre esteve junto com essa turma, bem como o Estadão, Folha, Globo, Veja e et caterva.