Huck diz que Bolsonaro é ‘governo de extrema-direita’ e prega ‘união’

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O apresentador da Rede Globo Luciano Huck, em artigo publicado no site Project Syndicat nesta quarta-feira (5), classificou o governo de Jair Bolsonaro (sem partido) de “extrema-direita” e que o país precisa de uma “ampla coalizão política”.

No artigo, o apresentador afirmou que as eleições presidenciais de 2018 que levaram Jair Bolsonaro e “seu governo de extrema direita” ao poder revelaram a “extensão da polarização e insatisfação entre o eleitorado”. “Exaustos pela corrupção generalizada e pela estagnação econômica, os brasileiros votaram a favor da mudança”, analisou.

Segundo Huck, o país precisa de uma “ampla coalizão política para conter a desigualdade, tomando emprestadas as melhores idéias da esquerda e da direita”.

“Pureza ideológica e políticas desinformadas não resolverão os problemas mais prementes do Brasil. Além disso, precisamos de políticos e funcionários públicos qualificados técnica e eticamente para o trabalho. Mas não podemos esperar que os formuladores de políticas tenham sucesso sem ajuda externa”, disse o apresentador, ressaltando que os governos posteriores à redemocratização, em 1985, “domaram” a inflação, aumentaram a assistência social e “até reduziram a pobreza”, mas a desigualdade permaneceu alta.

Para superar a desigualdade – “ligada ao legado brasileiro de colonialismo” -, Huck destacou a necessidade de investimentos na educação e mudanças na forma como os impostos são cobrados no Brasil.

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“O principal culpado é um sistema regressivo de impostos e subsídios que beneficiam desproporcionalmente pessoas mais ricas como eu. O Brasil possui baixas taxas de imposto de renda e de propriedade em relação a outros países da OCDE, mas impõe um bando de impostos indiretos sobre os pobres”, escreveu.

O apresentador destacou ainda seu envolvimento em grupos de renovação política como o RenovaBR e o Agora, que ajudou a fundar. No começo deste ano, Huck se encontrou com o também possível presidenciável Flávio Dino (PCdoB), governador do Maranhão. Dino também é um defensor de uma “frente ampla” de centro, capaz de derrotar a direita representada pelo presidente Jair Bolsonaro.

*Com informações de O Estado de S. Paulo