Greve dos petroleiros cresce e TST tenta estrangular os sindicatos

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Petroleiros em Itajaí – SC.

Após seis dias, a greve nacional dos trabalhadores do sistema Petrobras já atinge 70 unidades em 13 estados, de acordo com balanço divulgado pela Federação Única dos Petroleiros (FUP).

Sindicatos da base da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) decidiram aderir à paralisação. Enquanto isso, a Justiça do Trabalho determinou bloqueio de contas das entidades, da mesma forma que havia feito no final do ano passado.

A decisão foi mais uma vez do ministro Ives Gandra, do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que não vê motivação para o movimento, deflagrado por descumprimento do acordo coletivo de trabalho – assinado em 2019, depois de mediação do próprio TST.

No final do ano, ele já havia imposto multas milionárias, que na prática inviabilizariam a atividade sindical. A FUP diz não ter sido notificada da decisão. Agora, ele também autorizou a Petrobras a realizar contratações temporárias, caso julgue necessário.

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Petroleiros reivindicam a suspensão de demissões na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen-PR) e o cumprimento do acordo coletivo de trabalho. Além da greve, os sindicalistas tentam abrir negociações com ações como a ocupação de uma sala no edifício-sede da empresa, no Rio de Janeiro, desde 31 de janeiro.

No Paraná, petroquímicos e petroleiros estão acampados há 17 dias diante da Fafen, em protesto contra as aproximadamente mil demissões previstas para começar na semana que vem.

As informações são da Rede Brasil Atual.