Efeito Bolsonaro: Dólar dispara e chega pela primeira vez em R$ 4,47

Compartilhe agora


O dólar opera em alta na manhã desta quinta-feira (27), atingindo pela primeira vez a cotação de R$ 4,47 e sobe pela sétima vez consecutiva. Analistas da mídia empresarial apontam o impacto da pandemia do coronavírus como causa da elevação da moeda norte-americana, evitando mencionar o fracasso da política econômica do governo Bolsonaro e Paulo Guedes.

Às 10h20, a moeda dos EUA era negociada a R$ 4,4720 com alta de 0,70%. Na máxima até o momento, chegou a R$ 4,4725.
Já o Ibovespa opera em queda de mais de 2%, após tombo de 7% na sessão anterior.

Na véspera, o dólar fechou em alta de 1,10%, a R$ 4,4407, renovando recorde de fechamento nominal (sem considerar a inflação), em meio ao avanço da epidemia de coronavírus pelo mundo e com a confirmação do primeiro caso no Brasil. Na máxima da sessão, chegou a R$ 4,4475, até então a maior cotação nominal intradia já registrada no país. No mês, o dólar acumulou alta de 3,63%. Em 2020, já subiu 10,75%.

LEIA TAMBÉM:

Dólar a R$ 4,44, queda na bolsa de 7,5%, coronavírus e conto do vigário

Damares: “Se o povo vai para a rua agora contra o Congresso, é direito do povo”

Freixo posta vídeo de Ulisses Guimarães: ‘Traidor da Constituição é traidor da Pátria’

Em tentativa de limitar a disparada do dólar, o Banco Central realizará neste pregão leilão extraordinário de até 20 mil contratos de swap tradicional com vencimento em agosto, outubro e dezembro de 2020, conforme anunciado na quarta-feira, destaca a agência Reuters.