Dólar a R$ 4,44, queda na bolsa de 7,5%, coronavírus e conto do vigário

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Para o leitor recorrente do Blog do Esmael não é novidade que a bolha da bolsa de valores iria explodir e o dólar disparou para R$ 4,44. Já era tão previsível quanto a chegada do coronavírus ao Brasil, que, nas mãos da velha mídia, se transformaria no mais novo conto do vigário.

Primeiramente, um esclarecimento: o coronavírus é real e os cuidados profiláticos precisam ser tomados, como lavar as mãos até a altura dos pulsos, porém a dengue soma mais de 60 mil casos no País.

O projeto neoliberal de Paulo Guedes e do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), sempre apoiado pela mídia no âmbito da economia, tinha tudo para dar errado. Foi uma aposta criminosa, de submissão, que certamente varrerá as reservas de pequenos investidores na bolsa, que caiu 7,5% somente nesta quarta-feira (26).

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A culpa pela quebradeira promovida pelos senhores Bolsonaro e Guedes, como era esperada, recaiu no coronavírus. Cinicamente, os jornalões dizem que “após o 1º caso de coronavírus o dólar disparou e a bolsa despencou”.

Ora, o leitor do Blog do Esmael sabia há bastante tempo que a bolsa cairia, o dólar subiria e a culpa recairia nas costas do coronavírus, embora a dengue seja uma epidemia mais real e que mata sobretudo os mais pobres.

A quebradeira que veio à tona hoje estava incubada. Ela é decorrente da falta de confiança no governo Bolsonaro, que não gera empregos bons, desindustrializa a nação, desmontou o consumo interno e perdeu o mercado externo. Eis os motivos.