Bolsonaro bate duro em Rui Costa para ‘blindar’ os crimes da milícia

Publicado em 16 fevereiro, 2020


O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) recorreu ao seu perfil no Facebook para bater duro no governador da Bahia Rui Costa (PT). Segundo, ele a “Polícia Militar da Bahia, sob tutela do governador do Estado, não procurou preservar a vida de foragido”, no caso o chefe miliciano Adriano da Nóbrega, que tinha forte ligações pessoais e políticas com o clã Bolsonaro.

Bolsonaro na tentativa de embaralhar as vinculações históricas de seu clã com grupos milicianos joga na conta de seus opositores as mortes de Marielle Franco, do petista Celso Daniel, caso invetigado e concluído pelo governo tucano de São Paulo, e da facada durante a campanha eleitoral.

No ataque ao governador baiano, o presidente usa a velha tática de “bater a carteira e gritar pega ladrão” para desviar a atenção do verdadeiro meliante.

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Confira a íntegra da postagem do presidente Bolsonaro no Facebook:

O atual governador da Bahia, Rui Costa, não só mantém fortíssimos laços de amizade com bandidos condenados em segunda instância, como também lhes presta homenagens, fato constatado pela sua visita ao presidiário Luís Inacio Lula da Silva, em Curitiba, em 27 junho de 2019.

– Este Presidente, ao inaugurar o aeroporto de Vitória da Conquista em 23 de julho de 2019, teve negada, por parte do governador, a presença da Polícia Militar da Bahia, para prestar apoio nas medidas de segurança para a população.

– A atuação da PMBA, sob tutela do governador do Estado, não procurou preservar a vida de um foragido, e sim sua provável execução sumária, como apontam peritos consultados pela revista Veja. É um caso semelhante à queima de arquivo do ex-prefeito Celso Daniel, onde seu partido, o PT, nunca se preocupou em elucidá-lo, muito pelo contrário.

– O então tenente Adriano foi condecorado em 2005. Até a data de sua execução, 09 de fevereiro de 2020, nenhuma sentença condenatória transitou em julgado em desfavor do mesmo.

– É irônico o governador petista falar de más companhias quando, nos últimos anos, seus principais dirigentes nacionais foram condenados e presos na Operação Lava Jato.

– Os brasileiros honestos querem os nomes dos mandantes das mortes do prefeito Celso Daniel, da vereadora Marielle Franco e de seu motorista Anderson Gomes, do ex-capitão Adriano da Nóbrega, bem como os nomes dos mandantes da tentativa de homicídio de Jair Bolsonaro.

PRESIDENTE JAIR BOLSONARO